O Palmeiras voltou a decepcionar seu torcedor. Em jogo válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, o time comandado pelo técnico #Cuca foi derrotado pelo Coritiba, por um a zero, na capital paranaense. Com o resultado o clube soma até aqui uma vitória, um empate e três derrotas na competição. O desempenho surpreende negativamente até o mais cauteloso e pessimista torcedor palmeirense. Diante das contratações feitas para temporada 2017 e da expectativa criada em torno de um super elenco, a pergunta é inevitável: o que está acontecendo com o time do #Palmeiras?

Se usarmos o passado para entendermos o presente, podemos concordar com recentes análises do técnico Cuca, que já chamou a atenção para a diferença entre o atual plantel e o do ano passado.

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Em uma análise simples, o elenco foi reforçado. Mas cabem ponderações. Em 2016, depois da conquista do #Brasileirão, era difícil eleger o principal nome da campanha vitoriosa do Palmeiras. Mais fácil, talvez, separar por grupos. No principal, colocaria o próprio Cuca, Moisés e Jailson. Antes de defender estes nomes, vale justificar a ausência de outros. Muitos vão falar de Gabriel Jesus. O jovem jogador foi extremamente importante no primeiro turno, mas diante das convocações para as eliminatórias e para a Rio 16, ficou de fora em uma etapa crucial da competição. O Palmeiras teve de se virar sem ele, que se desenvolvia a cada jogo. No final, o time do "Parque Antártica" não teve acesso a tudo o que o atleta deverá apresentar nos próximos anos. Em relação ao Dudu, também gigante em 2016, poderia facilmente entrar no grupo dos "principais", mas ele não manteve (e muito menos mantém este ano) a regularidade vista pelos três destaques citados acima.

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Esta curta reflexão do passado pode nos ajudar a entender a queda brusca do futebol do Palmeiras em um período tão curto de tempo. O time de 2017 praticamente não contou com Moisés, mistura de maestro e porto seguro do time no ano anterior. Gigante! Tão grande quanto Jailson que emocionou a todos e pegou tudo quando foi acionado. Garantiu muitos pontos importantes em um momento de muita dúvida com a ausência do indiscutível Fernando Prass. Longe de ter responsabilidade pelo momento presente do time e com muito crédito com a torcida, o atual número um palmeirense tem oscilado entre boas e más partidas.

Jailson volta? Não, ainda é cedo. E o próprio Cuca tem feito a defesa de Prass. O terceiro pilar do campeão brasileiro de 2016 só voltou agora. E, além dos dois pilares em campo, o treinador não conta mais com Jesus e a boa atuação de Dudu, que entrariam no segundo grupo de destaques da campanha do ano passado. No final das contas, a base de verdade do time foi desfeita (ou afetada) e há muita coisa para arrumar.

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É sim um novo time que, como no ano passado, precisará de algum tempo para ser encaixado.

A missão de Cuca, portanto, é repetir o trabalho feito no ano passado, ou seja, dar liga no time em um curto período de tempo. Em 2016, o início do treinador, ainda no Paulista, não foi dos melhores. Mas, mesmo assim, ele acertou rapidamente a equipe e a comandou até a conquista do Brasileirão, potencializando o talento de muitos jogadores. Para 2017, a expectativa da torcida, agora mais do que nunca, é que o treinador repita o feito vitorioso do passado e responda o título deste artigo. O problema é que a pergunta de um milhão de dólares no Palmeiras hoje é: será que dará tempo?