Adilson Lopes ficou cego aos 16 anos de idade, quando se dedicava ao futebol. A deficiência, no entanto, não o impediu de seguir no #Esporte. Em 2004, Adilson foi apresentado ao esporte paraolímpico através de um projeto realizado pela Unipac (Núcleo de Inclusão Social Sérgio Del Grande).

Hoje, aos 33 anos, Adilson coleciona 38 medalhas e é um grande influenciador na promoção do esporte paraolímpico no Brasil. Para Adilson, é preciso mais incetivo por parte do poder público para que outras pessoas em situação semelhante a dele possam praticar esporte. Adilson se queixa que deficientes físicos não tem as mesmas oportunidades que os demais.

Adilson Lopes já teve depressão

O atleta lembra de quando ficou cego.

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Adilson havia passado por uma seletiva para o Atlético e, na época, entrou em depressão por não poder preencher a vaga.

Com o passar do tempo, Adilson obteve informações sobre esporte para deficientes. No início, não sabia dessa possibilidade, até que, em 2004, criou coragem e se matriculou na Unipac. Ele ficou lá até o ano de 2010 e, depois, foi para a maior entidade para cegos da America Latina, a Fundação Olhos da Alma, situada no Rio de Janeiro.

Atualmente, Adilson mora na Cidade Maravilhosa. Ele já participou de diversas competições nacionais e vem colecionando medalhas desde então.

Adilson Lopes e o atletismo

Sua modalidade é atletismo. O rapaz revela que a modalidade é a mais desafiadora, pois precisa correr 100 metros e saltar "totalmente no escuro". "O atletismo é a modalidade em que as pessoas têm mais medo.

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Já cai diversas vezes fora do alvo, mas é um risco gostoso de se correr", garante o paratleta.

O campeonato "Circuito Bra­sil Loterias da Caixa" foi o último em que Adilson participou. Ele conquistou a medalha de ouro no salto a distância e "quase" participou das paralimpíadas do Rio, ficando pra trás apenas nas seletivas finais.

O motivo de Adilson ter mudado para o Rio é a falta de incetivo em Lafaiete (cidade natal). Engana-se quem acha que o rapaz estacionou, pois a vontade de Adilson é melhorar a cada dia e poder participar de competições maiores.

Questionado sobre a familia, Adilson relata que ainda moram em Lafaiete, mas ele faz questão de visitá-los sempre que pode. Adilson gostaria que na sua cidade natal tivesse as mesmas oportunidades que o rapaz encontrou na Cidade Maravilhosa.

Adilson ainda diz que, em Lafaiete, deixou uma equipe com 35 atletas e que alguns ainda permanecem lá. Ele sugere que a prefeitura da cidade incentive mais o projeto de #paratletismo, pois afirma que existe uma gama muito boa de esportistas na mesma condição física que a dele.

Para Adilson, a modalidade de paratleta deveria ser tão valorizada quanto o atletismo, que conta com muito patrocínio e incentivo dos órgãos públicos. #paralimpìadas