O Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro, confirmou na tarde desta quarta-feira (26) a morte do ex-goleiro do #Botafogo, Max, de 42 anos. Ele estava internado há um mês após sofrer um acidente durante uma tentativa de assalto, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O ex-jogador foi submetido a testes neurológicos e não respondeu aos estímulos, o que atestou a morte cerebral. Marilda Faislon Luzia, esposa de Max, disse ao portal Globo Esporte que a intenção da família é doar os órgãos do ex-jogador. “Acho que ele gostaria que a gente fizesse isso”, disse.

No início do mês passado, Max e a esposa estavam de carro quando outro veículo encostou.

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Segundo Marilda, os bandidos jogaram o carro em cima deles e, na batida, Max machucou uma das mãos. A batida danificou bastante o veículo do casal, a ponto dos assaltantes não conseguirem levá-lo embora. Eles deixaram o local sem levar nada. “Eles ameaçaram matar o Max, o revistaram e acharam que ele era policial”, contou em uma outra reportagem, publicada pelo Globo Esporte no final do mês passado.

Ainda de acordo com a esposa, o ex-jogador foi atendido em um hospital e enfaixou a mão machucada, mas não comentou muito sobre a pancada na cabeça. Alguns dias depois ele acordou falando coisas sem sentido, o que a deixou muito assustada.

Max foi levado ao hospital, onde foi constatado um edema cerebral, que é resultante do aumento de líquidos dentro e entre as células que o compõem. Ainda confuso, ele ficou internado em observação, porém nos últimos dias, seu quadro clínico piorou e, desde a última terça-feira (25), ele já não respondia aos estímulos.

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Marilda acredita que a morte do ex-jogador pode ter relação com a batida. Ela contou que os médicos acreditam que ele tenha sido vitimado por uma doença rara e autoimune e que ainda não há um quadro fechado. Após o acidente, ele estava bem e passou a se queixar de dores de casa cerca de 20 dias depois. “Ele estava bem, brincando e tudo”, contou a esposa.

O Botafogo – clube que Max defendeu entre 2002 e 2007 – anunciou que prestará um minuto de silêncio nesta quarta-feira, antes da partida contra o Atlético Mineiro, pelas quartas de fina da Copa do Brasil.

Maxlei dos Santos Luzia começou a carreira na Portuguesa carioca. Ainda no futebol do Rio de Janeiro defendeu Bangu, Friburguense e América até chegar ao Botafogo ainda em 2002, tendo disputado 85 partidas pelo clube alvinegro. Depois ainda defendeu Vila Nova, Itumbiara, Joinville e Boa Esporte. #Luto #Violência