O jogador brasileiro do Al Gharafa, uma das equipes mais tradicionais do Catar, Kendrick Costa, morreu nesta sexta-feira (7), durante uma tentativa de assalto, no Guarujá, litoral de São Paulo. O atacante de 24 anos levou um tiro no rosto e morreu em um pronto-atendimento da cidade quando se preparava para ser transferido para um hospital. Ele era natural da região e passava férias no Brasil. Seu retorno para a Ásia aconteceria neste sábado (8).

De acordo com informações passadas pela Polícia Militar, Kendrick foi abordado por um motociclista enquanto passava pela Rua Guilherme Boquiusa, no bairro Pae Cara. O criminoso tentou roubar a corrente de ouro do jogador e o baleou no rosto.

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Não há informações se ele teria reagido ao assalto e até o momento ninguém foi preso.

Ferido, ele foi levado por uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Pronto Socorro de Vicente de Carvalho, onde acabou falecendo pouco antes de ser encaminhado para o Hospital Santo Amaro. Seu corpo foi encaminhando ao Instituto Médico Legal (IML). O 2º Distrito Policial da cidade ficará encarregado de investigar o caso e segundo informações, ainda não há a identificação do responsável, mas acredita-se que o criminoso tenha agido sozinho.

O Al Gharafa emitiu uma nota oficial prestando condolências aos familiares do atleta. “Mais dor e tristeza. O nosso clube chora por conta de Johnson Kendrick”, disse o texto. Na última temporada, o Al Gharafa foi o quinto colocado na Primeira Liga do Catar, que conta com 14 times na primeira divisão.

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Em 26 partidas, o time teve 12 vitórias, teve 4 empates e sofreu 10 derrotas. Na competição, Kendrick anotou três gols.

O atacante defendia o clube desde o inicio do ano passado, mas está no Oriente Médio há sete anos, não tendo jogando profissionalmente no Brasil. Ele também teve passagem pelo futebol da Turquia. Antes de ir para o exterior, ele começou a jogar nas praias do Guarujá e chegou a treinar em uma escolinha que tinha como professor Afonsinho, que jogou ao lado de Pelé nos anos 50. Após conseguir um agente, ele foi para o Catar defender um time da segunda divisão, onde se destacou e foi contratado pelo tradicional clube que defendia.

O crime repercutiu rapidamente na imprensa internacional, como o site Iusport, que reproduziu as informações passadas pelas autoridades brasileiras. Sites de Portugal e da Espanha também noticiaram a tragédia envolvendo o jogador. #assassinato #Violência #Futebol Internacional