A palavra “demorou” é a que melhor expressa a conquista efetuada pelo tenista mineiro Marcelo Melo nos gramados de Wimbledon. O feito ocorreu no último sábado (15).

Primeiramente, era a data da final de duplas masculinas do tradicional aberto de #Tênis da Inglaterra (berço do esporte), e ninguém imaginaria que a decisiva partida pudesse durar quatro horas e quarenta minutos.

No entanto, a dupla masculina formada por Marcelo e pelo polonês Lukasz Kubot permaneceu firme e de pé: venceu por 3 sets a 2 a dupla composta pelo austríaco Oliver Marach e pelo croata Mate Pavic.

O começo da decisão foi desfavorável a Melo, pois a dupla adversária fechou o primeiro set.

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Logo a seguir, Melo e Kubot empataram a partida. O equilíbrio se manteve e, então, o título teria que ser decidido no tie-break. O embate foi tão aguerrido que o último set terminou com o placar 13 a 11. Demorou mesmo.

Com o fim da partida, Melo caiu no gramado da quadra do All England Club, não acreditando que era campeão de Wimbledon.

Apelidado de “Girafa”, devido aos seus 2,03 m de altura, Marcelo Melo comprova uma tendência pouco divulgada ou pouco conhecida entre o público nacional: diferentemente do que se pensa em relação a jogadores individuais, o #Brasil tem se dirigido aos pódios mais altos do tênis quando se pensa no jogo de duplas.

Não são apenas números, mas os fatos mostram que “Girafa” está no topo da lista; ele é o número um do mundo pela terceira vez em sua carreira no ranking de duplas.

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Além disso, ele venceu outro torneio de Grand Slam em 2015, o de Roland Garros, ao lado do tenista croata Ivan Dodig. Com a conquista na França, Melo ficou 26 semanas como o líder do ranking de duplas.

A maré anda tão boa para as duplas masculinas que o também brasileiro Bruno Soares faturou no ano passado os outros dois Grand Slam: o aberto dos Estados Unidos e o aberto da Austrália. Vitórias compartilhadas com o britânico Jamie Murray.

Tudo isso pode parecer estatística, mas se olharmos o conjunto da obra (clichê utilizado no cinema), esses momentos agregam muito mais do que troféus reluzentes: trazem um brilho especial ao seleto grupo de países que já conquistaram todos os títulos de Grand Slam. Com esse feito de Marcelo Melo, o Brasil passou a fazer parte disso.

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Já vem de algum tempo o bom desempenho e entrosamento entre o tenista brasileiro de 33 anos e o polonês Lukasz Kubot. Antes de disputarem o torneio de Wimbledon, a dupla era considerada como a melhor em quadra. No início de 2017, não tiveram bons resultados, mas quando se trata de quadras com grama, não tem para ninguém: eles venceram três títulos nesse tipo de solo e ganharam 14 partidas.

Ao observarmos a última vitória do Brasil em Londres, existe um grande lapso de tempo, uma vez que ela aconteceu na década de 60 com a memorável Maria Ester Bueno - detentora de oito títulos em Wimbledon. De lá para cá, a expectativa aumentou. Demorou, mas chegou. #Esportes