Depois de quase três meses, o Fluminense voltou a exercer o seu mando de campo no Estádio Giulite Coutinho, em Édson Passos, distrito de Mesquita, no Grande Rio, com o objetivo de evitar o prejuízo que vinha tendo com as partidas realizadas no Maracanã. A estratégia da equipe das Laranjeiras, contudo, fracassou logo no primeiro jogo. Com o público pagante de 6.474 pessoas no empate de 3 a 3 diante da Chapecoense na última segunda-feira (3), em partida que fechou, naquela ocasião, a 11ª rodada do #Campeonato Brasileiro, o Tricolor acumulou um déficit aproximado de R$ 7.600.

A arrecadação do confronto foi de R$ 161.480, mas as despesas (instalações do estádio, taxa de arbitragens, dentre outros) atingiram o valor de R$ 169.104,28.

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Segundo os cálculos da diretoria, para se ter lucro no Giulite Coutinho, é necessário, pelo menos, um público de oito mil pagantes, enquanto que, no Maracanã, o mínimo estabelecido é de 27 mil pessoas.

Diferentemente do aconteceu nos últimos anos, especialmente nas campanhas dos títulos brasileiros de 2010 e 2012 e dos vices da Taça Libertadores de 2008 e da Copa Sul-Americana de 2009, a torcida não vem comparecendo em grande número na maioria dos jogos do #Fluminense no Rio. As exceções ficaram por conta da decisão da Taça Guanabara, da final do Campeonato Carioca e da oitava rodada do Brasileirão.

Nos três jogos, o adversário, curiosamente, foi o Flamengo, sendo que o primeiro clássico aconteceu no Engenhão e os dois últimos, no Maracanã. Como argumento para justificar a pouca presença, os tricolores alegam os preços cobrados pela diretoria (R$ 60, em média) e o fim do Plano Sócio 100%, que garantia ingresso gratuito ao associado, além da falta de perspectiva de um grande título ao longo da atual temporada.

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O próximo compromisso do Fluminense no Giulite Coutinho está marcado para o próximo dia 20 de julho, contra o Cruzeiro. Oito dias antes, o desafio será no Maracanã. A partir das 21h (de Brasília), o Tricolor terá o clássico carioca diante do Botafogo.

No próximo domingo (9), o Flu irá até a Arena Fonte Nova, em Salvador, para tentar uma vitória sobre o Bahia. Com o desfalque certo de Richarlison, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, a equipe dirigida pelo técnico Abel Braga não sabe se terá Henrique Dourado.

O artilheiro do time na temporada com 22 gols e, por enquanto, principal goleador do Campeonato Brasileiro (balançou as redes por nove vezes) tenta se recuperar de um pequeno edema na região pubiana. Se for vetado, Pedro, que atuou contra a Chapecoense, marcando, inclusive, um gol, segue como titular.

Somando 16 pontos, o Fluminense ocupa o sétimo lugar e, caso vença fora de casa, pode entrar no G-6 do Brasileirão, grupo dos classificados para a próxima Taça Libertadores. #PaixãoPorFutebol