Historicamente, o Brasil sempre teve os melhores lutadores de MMA do mundo mundo e contou com, pelo menos, um representante entre os campeões do #UFC. Talvez por ser o berço da competição, idealizada e criada pelo brasileiro Rorion Gracie no início da década de 1990, o país sempre foi, junto com os Estados Unidos, o maior fornecedor de talentos e campeões para o evento.

O campeão do primeiro evento, realizado em 1993, foi, inclusive, um brasileiro. O lendário Royce Gracie, conhecido por entrar no octógono de kimono e enfrentar adversários bem maiores e mais pesados que ele, exportou o jiu-jitsu brasileiro para todo o mundo, utilizando a vitrine que se tornou o UFC.

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Outros grandes lutadores brasileiros também brilharam no maior evento do mundo, conquistando o cinturão e escrevendo seus nomes na história do esporte. Vitor Belfort foi campeão em duas categorias diferentes, sendo a primeira delas ainda muito jovem, quando recebeu a alcunha de "fenômeno" ao conquistar o GP dos peso pesados e a segunda vez ao faturar o cinturão dos meio pesados.

Anderson Silva foi, sem dúvida o brasileiro mais dominante do UFC de todos os tempos e detém, até hoje, o recorde de ser o brasileiro com o maior número de defesas de título da franquia. José Aldo foi o primeiro campeão da categoria dos peso pena e manteve seu cinturão por mais de dez lutas consecutivas.

Rodrigo Minotauro, Murilo Bustamante, Mauricio Shogun, Lyoto Machida, Fabrício Werdum, Junior Cigano e Rafael dos Anjos foram outros nomes que brilharam na jaula mais famosa do mundo, conquistando o título mundial e escrevendo seus nomes na história.

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Há motivos para pensarmos que o Brasil não voltará a ser dominante no esporte?

Atualmente, o Brasil não conta com nenhum representante entre os campeões do UFC entre os homens, sendo que Amanda Nunes, a leoa, é a unica brasileira campeã no momento.

Mas, o cenário não é totalmente desanimador para os brasileiros, visto que contamos com alguns atletas na rota do cinturão. Demian Maia é, no momento, quem conta com mais chances de conquistar um cinturão para o Brasil, visto que está com a luta pelo título marcada para o dia 29 de julho no UFC 214 contra o atual campeão, Tyron Woodley.

Fabrício Werdum é outro brasileiro com chance real de cinturão, visto que sua próxima luta, contra o holandês Alistair Overeen, é considerada "tittle shot", uma espécie de luta na qual o vencedor se credencia à disputa do título. Correndo por fora, Mauricio Shogun, vindo de três vitórias seguidas, é outro que está na briga por uma luta que o credencie à disputa do cinturão. Entre as mulheres, Claudia Gadelha é bastante cotada para receber uma chance de disputa de cinturão contra sua algoz de outras oportunidades, a polonesa Joanna Jedrzejczyk.

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E o futuro do país na organização?

O futuro também é promissor baseado nas jovens promessas que têm despontado nos últimos tempos. Matheus Nicolau e Thomas Almeida são nomes da nova geração que apareceram com brilho nos últimos anos, o primeiro vindo do TUF Brasil e o segundo vindo de nocautes espetaculares que encantaram toda a mídia especializada e os chefões do UFC, que fizeram bons planos para o brasileiro.

Portanto, o cenário atual, embora sem muitos títulos, se não nos deixa eufóricos, pode nos deixar, pelo menos, esperançosos com as possibilidades de títulos iminentes de Demian Maia e Fabrício Werdum e os futuros cinturões de Thomas Almeida e Matheus Nicolau. O Brasil, cedo ou tarde, vai retomar seus cinturões! #JoséAldo #AndersonSilva