Não há dúvida que a diversidade de gênero tem sido um assunto recorrente nas redes sociais e no cotidiano das pessoas. A personagem Ivana (Carol Duarte), da novela de Glória Perez, de "A Força do Querer", fez o Brasil refletir sobre um tema ainda pouco explorado, a questão de pessoas transgênero.

#Isabelle Neris, 25 anos, conseguiu uma vitória pessoal e para todas as pessoas #Transgênero. Ela é a primeira jogadora transexual autorizada a disputar jogos de vôlei feminino de no Brasil, de forma oficial.

A atitude revolucionária no esporte foi realizada pela Federação Paranaense de Vôlei (FPV). Agora, Isabelle começa uma longa caminhada como atleta depois de todas as adversidades que viveu, por se assumir transgênero.

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A atleta diz que a descoberta da sua transexualidade foi cheia de mudanças físicas, inseguranças e dúvidas. Para ela, todo mundo percebe quando não se encaixa nos padrões.

Isabelle começou a perceber que não era como os seus amigos de infância bem cedo, mas ainda não entendia bem o que isso significava. Só quando chegou a adolescência percebeu que seu corpo e seus desejos não eram iguais. Ela não conseguia se ver e se sentir como homem.

A jogadora diz que é difícil explicar, para as pessoas, que se nasce com um corpo de homem, mas uma mente de mulher.

Para ela é importante a dramaturgia falar sobre que as pessoas trans passam. Segundo ela, a novela "A Força do Querer" é uma janela para um futuro menos preconceituoso e mais informado. Para ela a personagem Ivana mostra que as pessoas trans podem ter direitos e se encaixar na sociedade domo todo mundo.

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A jovem transgênero sempre foi apaixonada por vôlei, como a personagem Ivana, desde os seus 10 anos de idade, mas nunca tinha conseguido defender um time. Conforme as transformações foram sendo feitas, com o passar dos anos, para que conseguisse mudar seu corpo, o sonho de jogar vôlei profissionalmente foi ficando cada vez mais distante. "Eu sempre recebia não", diz ela

Para Isabelle, o suporte de sua família e amigos foi o maior incentivo, pois sabe que nem sempre isso ocorre quando as pessoas transgênero contam para a família sua condição.

Ela sempre diz quese as pessoas trans respeitam o espaço de todo mundo, por que elas não podem ser respeitadas também?

Essa é uma grande vitória do esporte brasileiro, pois um atleta é definido por sua garra e vontade de vencer e não por sua sexualidade. Ainda somos um país que sofre com preconceitos de todo tipo, mas atitudes como essa do FPV mostra que estamos evoluindo. #LGBT