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Não passou impune a falsa acusação do #Santos contra a arbitragem e ao repórter da Rede Globo, Eric Faria, de interferência externa feita após o jogo entre Santos [VIDEO] e Flamengo, disputado na Vila Belmiro, há duas semanas, pelas quartas de final da #Copa do Brasil. Na ocasião, o time paulista, através do presidente Modesto Roma Júnior, havia acusado o árbitro de ter sido influenciado por pessoas fora do campo após anular a marcação de um pênalti e afirmou ainda ter provas de vídeo em que o repórter conversava com o árbitro. Porém, essas imagens jamais foram reveladas.

Durante do julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (#STJD), o advogado do Santos admitiu que não houve a interferência, porém, o recuo não evitou que o mandatário santista fosse suspenso de suas atividades no futebol por 120 dias e ainda terá que pagar multa de 100 mil reais pelas acusações sem provas.

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A sentença já começa a valer nesta quinta-feira (10) e o clube irá recorrer da decisão.

A defesa ainda tentou argumentar que Modesto não estava exercendo suas funções de presidente na ocasião, uma vez que estava nos Estados Unidos junto com a Seleção Brasileira feminina. No entanto, o subprocurador-geral do STJD, Glauber Navega, disse que no oficio do clube ele estava a serviço do Santos e citou ainda uma entrevista dada ao canal ESPN Brasil, afirmando que em nenhum momento de sua entrada ao vivo ele citou o fato de estar licenciado. Na ocasião, Modesto ainda admitiu que não tinha visto as imagens.

No período que estiver suspenso, Modesto Roma não poderá contratar e dispensar jogadores, entrar nos vestiários e só poderá ir aos jogos do clube na condição de torcedor, pagando ingresso e ficando nas arquibancadas.

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Relembre o caso

Santos e Flamengo fizeram no último dia 26 de julho o jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Após perder na ida por 2 a 0, o Peixe precisava vencer por dois gols de diferença para levar a vaga nas semifinais. Aos 40 minutos do primeiro tempo o jogo estava empatado em 1 a 1, quando um pênalti foi marcado pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden, que voltou atrás momentos depois após conversa com o quarto árbitro.

A anulação da penalidade causou revolta nos santistas, que acusaram o árbitro de ter recebido informações de pessoas fora do campo, o que caracterizaria uma interferência externa, além de ter acusado o repórter Eric Faria de ter conversado com o árbitro.

No dia seguinte, o Santos enviou um oficio à CBF se apoiando na tese de interferência externa, pedido a anulação da partida. O clube justificou o pedido afirmando que o repórter havia passado informações para o árbitro de que a penalidade não havia acontecido. O time ainda solicitou que os repórteres fossem proibidos de trabalhar à beira do gramado. Tanto o árbitro quanto o repórter negaram as acusações.