A derrota no domingo pela manhã para o Vitória por 2 a 0, na Ilha do Urubu, foi a gota d'água. Zé Ricardo não suportou a sequência de jogos sem vitória. Na noite deste domingo, o treinador foi demitido do #Flamengo. Efetivado em 26 de maio de 2016, Zé ficou 432 dias no comando da equipe, com 47 vitórias, 25 empates e 17 derrotas, com aproveitamento foi de 62,2% e um título (Carioca), conquistado no primeiro semestre deste ano. O auxiliar, Cleber dos Santos, também deixa o Flamengo [VIDEO]. A decisão foi tomada após reunião da cúpula do #Futebol rubro-negro na residência do presidente Eduardo Bandeira de Mello. No Troca de Passes, os comentaristas analisaram as opções do mercado para substituir o treinador.

Publicidade
Publicidade

Pelo twitter, os torcedores sugeriram vários nomes. Bielsa, Bernardinho, do vôlei, e até Felipão foram citados, além de Vanderlei Luxemburgo e #Zico. Roger Machado, que deixou o Atlético-MG, recentemente, também foi citado, bem como Reinaldo Rueda, que dirigiu o Atlético Nacional, da Colômbia, na campanha da conquista da Libertadores de 2016. Carpegiani, campeão mundial em 1981 pelo Rubro-Negro, também aparece na lista.

Zico sempre descartou a ideia de virar técnico do Flamengo, apesar de ser o sonho de milhões de torcedores rubro-negros. Mas a demissão de Zé Ricardo [VIDEO], anunciada na noite deste domingo, pode mudar essa história. Uma pessoa próxima do maior ídolo da história flamenguista garante que a oferta para dirigir o clube neste momento mexeria com o Galinho.

Publicidade

“Se viesse uma proposta oficial do Flamengo e o Zico percebesse que a torcida apoiaria a ideia, tenho certeza de que ele balançaria”, afirma o parceiro de Zico, com o moral de quem convive com o ex-camisa 10 quase que diariamente.

“É óbvio que passa pela cabeça dele o risco de ser vaiado pela torcida e de arranhar sua imagem, mas o Zico sabe que o time hoje é ótimo e a estrutura do Flamengo se tornou excelente. É o momento perfeito para trabalhar”, acrescenta o amigo. “Sem contar que restam quatro jogos para o time ser campeão da Copa do Brasil, por exemplo.”

Nas conversas frequentes, o parceiro se convenceu de que o ídolo só não abandonou o futebol porque adora a profissão de técnico. “O Zico gosta muito de viver o dia a dia. Ele tem o dom, se sente bem ensinando os jogadores… É por causa de tudo isso que ele continua aceitando trabalhos em centros periféricos”, completa, citando as passagens por Iraque e Índia, por exemplo.

Aos 64 anos de idade, Arthur Antunes Coimbra está fora do mercado desde 13 de janeiro, quando se desligou do indiano FC Goa.

Publicidade

Em outros tempos, quando fazia sucesso pela seleção japonesa e pelo Fenerbahce, Zico teve propostas de grandes clubes brasileiros. “Ele foi procurado por dois clubes grandes de São Paulo e um do Rio Grande do Sul… mas o Zico nunca trabalharia em um time que enfrentaria o Flamengo. Isso seria demais para ele.”

O sucesso de Renato Gaúcho à frente do Grêmio também já foi tema de conversa entre Zico e seus amigos de confiança. “O Renato é a prova de que um ídolo pode, sim, dar certo como técnico. Ele é adorado pelo torcedor gremista e está fazendo ótimo trabalho”, ressalta, citando o vice-líder do Brasileirão, que também é semifinalista da Copa do Brasil, e está perto das quartas de final da Libertadores.

Nem o fracasso de Rogério Ceni no São Paulo causa preocupação. “O exemplo do Rogério Ceni não serve, porque ele não tinha a experiência que o Zico ou o Renato Gaúcho têm”, conclui o amigo. Depois de um ano aposentado como goleiro, Rogério Ceni assumiu o São Paulo e durou apenas sete meses no cargo, sendo demitido com o time na zona de rebaixamento do Brasileirão e eliminado de três competições.