O ser humano ora é autônomo, auto suficiente, independente, ora precisa do outro, é dependente, precisa entender que faz parte, por isso pertence a uma sociedade que pode ser  até mesmo a família.

Precisamos viver em harmonia, ceder quando preciso, assumir compromissos de horário, obedecer leis...  Mas isto muitas vezes não acontece. Temos dificuldade de viver o equilíbrio. Ainda não compreendemos que vivemos a dinâmica do diálogo em que o outro também faz parte.

É necessário que além de investirmos em nós e em nossas necessidades pessoais, que nós também invistamos nas necessidades sociais.  Para que isto aconteça há necessidade de valorizarmos o outro, gastarmos tempo com ele, direcionarmos nossa atenção também à vida dele, procurarmos ter interesse pelo seu estado, cuidarmos do outro.

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É preciso investirmos nos relacionamentos abertos e verdadeiros, para que possamos manter o equilíbrio entre o dar e o receber. Assim o ser humano será para cada um de nós um ser humano especial. Valorizando o outro fora da nossa sociedade familiar, valorizaremos ainda mais o ser humano da nossa família. O nosso esposo ou nossa esposa nos completam. Ele ou ela necessita de todo nosso investimento. Ele ou ela não suporta relacionamento truncado.  Devemos buscar um relacionamento constante com nosso esposo ou nossa esposa. Além de buscar devemos manter este relacionamento. Se nós não fizermos isto corremos o risco de perdê-lo ou perdê-la. Quanto mais investimos no nosso relacionamento conjugal, menos sofreremos. Além do que aprendermos a conhecer mais o nosso esposo, nossa esposa, e seremos conhecidos pelo nosso esposo ou esposa.

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A harmonia conjugal depende deste conhecimento que acontece dia a dia, momento após momento e em situações diversas. Não conseguimos amar se não conhecemos.

É fundamental que conheçamos o que o nosso esposo ou nossa esposa já viveram, pois estas lembranças passadas de vez em quando fluem, originando outros tipos de comportamentos. Como iremos compreender, ter paciência, aceitar quem não conhecemos? Como nosso esposo, nossa esposa, irá ter paciência conosco, nos aceitar se não nos conhece?

Para que o casal cresça há necessidade do diálogo intenso, doação recíproca, para que o acolhimento possa acontecer com naturalidade.