Segundo alguns especialistas na área, a gastronomia brasileira está em ascensão. A partir dos anos 80 houve uma verdadeira revolução no cardápio e no visual dos restaurantes. Essas mudanças também estimularam o investimento em profissionais especializados. Todas essas modificações não ficaram restritas aos cardápios e aos restaurantes, e pode ser sentida principalmente nos ingredientes.

Os chefs de alto padrão começaram a buscar produtos novos para decoração dos mais inovadores pratos. Desenvolveram novas ideias e itens para realçar o sabor de suas incríveis criações. Surgiram então as flores comestíveis, que agregaram além do sabor, o requinte e a beleza da gastronomia brasileira e internacional.

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Não podemos nos esquecer de que já consumimos flores comestíveis, tais como os brócolis, a couve-flor e a alcachofra. A parte comercial dessas hortaliças são as flores ou as inflorescências.

As flores comestíveis pioneiras utilizadas na alta gastronomia foram a capuchinha (Tropaeolum majus L.), flor de coloração laranja e sabor levemente picante, assemelhando ao agrião, suas folhas também podem ser consumidas e o amor-perfeito (Viola x wittrockiana), esta flor de sabor levemente adocicado e com as mais intensas e variadas cores. Elas são utilizadas principalmente na composição de pratos frios, pois podem murchar com o calor.

Depois destas vieram outras, como hoje a flor de mel (Lobularia marítima L.) com aroma idêntico ao mel, a cravina (Dianthus chinensis L.) com sabor suave, flor do jambu (Acmella oleracera L.) que anestesia.

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Atenção... não podemos esquecer que as flores vendidas em floriculturas não são comestíveis, não devem ser utilizadas na alimentação e quem tem alergia a pólen deve evitá-las.

Apesar de ser um mercado restrito, existe uma centena de espécies produzidas por viveiros especializados em flores com fins culinários, pois a forma de produção é diferenciada, devem ser sempre orgânicas sem aplicação de agrotóxicos, com uso apenas de produtos naturais ou biológicos. #Inovação #Culinária