Tanta gente, tantos carros, tanta tecnologia para o conforto humano. Carro para trabalhar, namorar, passear, visitar seus pais, buscar os filhos no colégio, tudo para o maior conforto do homem. No entanto, tanta juventude morre ao volante, numa ultrapassagem mal feita ou por causa de um copo de álcool antes de dirigir. Fazem do volante o conforto num caixão para sempre. Uns vão estudar até os satélites na atmosfera, enquanto outros estão procurando a inteligência do homem das cavernas para poderem ser alguém. Responsabilidade zero. Não pensam nas consequências tristes de terem feito algo errado e fazem tudo com irresponsabilidade. Não valorizam a beleza da vida, de sermos escolhidos entre milhões, de sermos perfeitos, sãos e sadios, com boa inteligência, de termos tudo para chegarmos aos noventa, de sermos como prêmio disputado, como taça.

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Mas o homem faz do volante sua própria morte, quando não fica meio morto e prejudica os outros, dando transtornos a tudo o que o rodeia. Deixa feridas não curáveis, só por não pensar e não ver a vida como uma escola, por não gostar nem de si próprio. Não valoriza sua saúde como que não tivesse recebido ela, não sabe dizer um "muito obrigado por eu ter essa bela vida". Somos humanos inteligentes, sábios, sadios, com capacidade de pesquisar, aprender e ensinar aos mais necessitados.

Por isso não jogamos fora essa loteria de vida, não jogamos fora aquilo que tantos quereriam: estar em nosso lugar. Não jogamos fora essa vida maravilhosa, como um paraíso que nos espera no futuro; não jogamos fora o prazer de viver em harmonia como seres humanos, com sábios capazes de melhorar e alterar o próprio planeta. Não jogamos fora a sabedoria que podemos aperfeiçoar para deixar a conquista na nossa história, deixando livros da ciência para os jovens do futuro, que vão procurar a biblioteca para aprender. Jovens que procurarão nos livros sua base inicial e que iniciarão novas pesquisas. E assim sucessivamente, fazendo o ser humano cada vez mais próximo ao ser que o criou. #Opinião