Vivemos em um mundo altamente limitador no que se refere à expressão das individualidades e totalmente amplo em termos coletivos. Na atualidade, não encontramos muitas dificuldades para lançar uma ideia, criar um produto, utilizar uma ferramenta de marketing, nos tornarmos conhecidos em nossos campos de atuação. A internet, as redes sociais, ferramentas que há 20 anos não existiam ou não permitiam tais interações, hoje permitem que um anônimo saia dessa posição após alguns cliques apenas. Mas, quando nos voltamos para o ponto de vista individual, da autenticidade nas relações, do cotidiano, isso muda um pouco de figura. Somos autênticos? Podemos de fato nos expressar no mundo, nos relacionamentos amorosos, familiares, sociais de uma forma original?

Estamos tão alienados com todas as interações existentes, que às vezes nem sabemos mais qual seja de fato o nosso modo de marcar presença e existir no mundo.

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Parece que o consumismo e a globalização conseguiram fazer isso com as pessoas. Será que nos tornamos apenas um produto? Compramos uma ideia até mesmo a nosso respeito?

Tenho observado em meu fazer profissional, que a busca pelo ter está impossibilitando o ser. As ditaduras da beleza, do poder, do dinheiro... têm sido a prioridade de muitos e há tantos anos que agora fazer o caminho do auto conhecimento parece difícil, sem sentido ou obsoleto. Como isso afeta nossa subjetividade?

Vejamos um exemplo. Antigamente os casamentos eram realizados como negócios, formas de aumentar e manter patrimônios. Após algum tempo, em algumas culturas como a nossa brasileira, as uniões eram realizadas baseadas nos afetos, no amor. Atualmente essa questão da sociedade voltou. Creio que alguns contratos matrimoniais tenham até lance nas bolsas de valores, porque se parecem com ações com altas e baixas.

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Então a subjetividade está esquecida ou colocada em segundo plano novamente.

Acho importante conseguir estar aqui nesse mundo, realizar e conquistar tudo o que seja primordial, e isso varia de pessoa pra pessoa; mas sem nos afastarmos de nossas essências. A carência dessa autenticidade tem lotado consultórios. Aprender a viver contemplando todas as possibilidades de êxito, esse sim é um grande desafio! #Opinião