"O Dia da Consciência Negra foi estabelecido pelo projeto Lei n. 10.639, no dia 09 de janeiro de 2003. No entanto, apenas em 2011 a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei n.12.519 que cria a data sem a obrigatoriedade de feriado. 780 municípios de 15 estados brasileiros passaram a considerar feriado o Dia Nacional da Consciência Negra (Google - Calendário Brasil)".

E o restante dos estados? Por que será que não aderiram ao feriado?

Será que por causa do excesso de racismo e preconceito que impede suas populações de tratarem como semelhantes os nossos irmãos negros, gostariam que tivesse sido criado o Dia Nacional da Consciência Branca?

Para quem não sabe ou tem ideia, o nosso amado e maravilhoso Brasil foi o último país do mundo a libertar os escravos, por força e insistência de uma grande mulher chamada princesa Izabel, que assinou a famosa "Lei Áurea!"

Vergonhosamente, porém, até hoje, predominam embutidos em todos os níveis da sociedade brasileira o racismo e o preconceito, dando-nos a nítida impressão de que foi equivocado o nome do referido feriado que deveria mudar de Dia Nacional da Consciência Negra (da consciência das vítimas) para Dia Nacional da Consciência Branca (os seus feitores), para que fossem exterminados de uma só vez esses dois tipos de máquinas mortíferas de opressão contra seres humanos filhos de um mesmo e magnânimo Deus.

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A população racista e preconceituosa, sim, é que deveria ganhar não só um, mas vários dias, para trabalhar comprometidamente sua consciência para tratar com mais hombridade os seus semelhantes, pois, se compararmos o racismo com o nazismo, encontraremos bem poucas diferenças entre ambos. A consciência negra deveria ter nascido com um significado diferente e embutido nos corações de todas as pessoas preconceituosas para evitar que as mesmas manifestassem compulsiva e absurdamente tais sentimentos desumanos e discriminatórios, porque , segundo a Bíblia Sagrada, todos fomos criados à imagem e semelhança de Deus que, com toda certeza, abomina esse tipo de atitude. Para a justiça brasileira, segundo o Art. 5º da Constituição Federal de 1988, todos somos iguais perante a lei, merecendo, portanto, tratamentos igualmente dignos.

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A criação do Dia Nacional da Consciência Negra, portanto, não teria razão de existir se a empatia (faculdade de compreender emocionalmente; capacidade de se identificar com outra pessoa) realmente fizesse parte do caráter das pessoas racistas e preconceituosas que jamais pararam para se colocar ao menos por um minuto no lugar das pessoas de cor que ainda são discriminadas, execradas e desvalorizadas como seres humanos. Como se comportariam essas pessoas que se acham melhores do que os negros se a situação fosse completamente invertida, isto é, se os preconceitos partissem dos negros em relação aos brancos e se os brancos fossem os escravos e os negros, os feitores? #Opinião