Na semana passada, mais precisamente no dia 13 de novembro, foi apresentado ao Congresso Nacional pelo deputado federal Marco Feliciano, um projeto de lei (0899/2014) que torna obrigatório o ensino do Criacionismo nas escolas da rede pública e privada. Caso seja aprovado, certamente causará alguma crise e desconforto em pessoas das mais diferentes crenças religiosas. Saiba por quê. A sustentação da teoria do Criacionismo é de que os seres vivos foram criados por entes inteligentes - seja um ou mais, e bate de frente com a teoria da evolução, que é resultado de pesquisas científicas. O grande problema é que cada religião tem a sua própria versão da teoria criacionista.

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Imagine então, como fariam para colocá-la na grade curricular das escolas. Só que há um porém: o projeto do deputado federal e pastor Marco Feliciano prevê que seja ensinado que "...a vida tem origem em Deus, como criador supremo de todo o universo e de todas as coisas que o compõem."

Sabemos o que isso significa, certo? Que ele está indo contra duas principais frentes: contra todas as outras crenças religiosas e contra a Constituição, que prevê que tenhamos essa liberdade de escolher a religião que queremos seguir - ou a falta de - através do estado laico.

A intenção não é incitar o ódio contra o deputado, mas não há como deixar de dizer que suas ideias e convicções estão um pouco atrasadas no tempo - como se já não bastasse todas as polêmicas de um passado bem recente, ele começa a caminhar em direção a outra.

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Diversidade e liberdade religiosa são um direito de todos nós, então lutemos por esse direito, principalmente pelas gerações que estão recebendo #Educação e formação e por quem está chegando. Sem contar na confusão que se criará em aulas nas quais existam alunos de religiões diferentes. Não há uma verdade absoluta sobre a criação de tudo - seja religiosa, seja científica. Por isso são chamadas de teorias, e é o que nossas crianças e nossos jovens devem aprender, e tirar de tudo isso a sua própria #Opinião.

Esperemos que haja bom senso e que a lei não seja aprovada, em respeito ao direito que temos de fazer nossas escolhas - por vontade própria e não por imposição. Imposições normalmente têm efeito contrário, afastando as pessoas do que se pretende, ao invés de aproximá-las. #Igreja