Esse questionamento parece, em um primeiro momento, que o Natal é a data de expiarmos nossos erros ou de mostrarmos que somos bons e que praticamos boas ações. A aproximação das festas de final de ano, principalmente do período natalino, que tem um caráter religioso e espiritual, sempre mexe com as pessoas, é impossível negar isso. Esse período tem essa grande carga sentimental e sempre nos leva a momentos melancólicos e de reflexão - e então queremos fazer algo que nos faça sentir bem, queremos fazer o bem.

Por que a data mexe tanto com as pessoas se uma grande parte nem sequer lembra de seu real significado? Veja bem, isso não é uma crítica ao Natal. Mas onde quero chegar? Nas pessoas, em seus corações, para que despertem ou reacendam a chama da solidariedade, da caridade, da compaixão, do querer bem ao seu semelhante. Do tratar bem, de ter uma palavra de carinho ou de apoio a quem precisa. E às vezes nem é preciso muito, apenas um "bom dia" já acalenta quem você encontra na rua, na padaria, na farmácia, no trabalho.

Mas e você - o que faz?

Use este período para refletir sim, pensar no que pode ser melhorado em sua vida, ser uma pessoa melhor o ano todo, diariamente:

Cuide de si e do próximo. Há muitas e muitas maneiras de fazer isso: uma ajuda, um sorriso, uma palavra gentil, um agradecimento, uma saudação.

Ajude a natureza - se não pode com a global, concentre-se na local - perto de você, comemore datas especiais plantando uma árvore, cuide da água, não a desperdice e cuide do lixo, recicle e reaproveite.

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Cuide dos animais. Se não pode adotar um dos milhares que andam pelas ruas, abandonados à própria sorte e tentando sobreviver à maldade humana, ajude sendo voluntário, mesmo que seja somente para divulgar feiras de adoção - ou quem sabe convoque amigos e vizinhos e adotem um animal comunitário. Ou mais simples ainda, mantenha sempre perto de casa, na rua, um pote com água e se possível, um pouco de ração.

Dedique uma tarde da sua semana para fazer companhia a pessoas idosas em asilos ou a crianças em orfanatos - um pouco de atenção, conversa e brincadeiras não custam muito para você, mas valem muito para quem não tem quase ninguém na vida.

Cuide do seu corpo físico e do seu astral, da mente e da alma. Medite, pratique atividades das quais gosta, faça caminhadas. Cuide do coração - em ambos os sentidos.

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Escreva menos e-mails e mais cartas, bilhetinhos ou recados - use menos o teclado e mais a caneta, olhe menos para telas e mais para as pessoas, de preferência, encare-as nos olhos. #Família

Faça de cada ano da sua vida uma trajetória que deixe bons e inesquecíveis rastros. E então, no próximo Natal, quando alguém perguntar: "O que você fez?", você poderá responder: "Pronto para ouvir uma longa história?".