A história registra que este conflito de ideias e fé data de milênios e nunca pudemos fazer nada. No entanto, se nos unirmos fortemente e usarmos a arma mais potente que temos hoje ("a caneta") e acionarmos a humanidade como um todo, podemos sim, dar fim aos terrores desta guerra desumana. Percebo que tudo está ligado a um sentimento que é natural do ser humano, o egoísmo, e combatê-lo é a receita; entretanto é preciso compreender sua origem. Ele nasce nas fontes do amor, mas um amor torturado, desmedido a si mesmo. Para despertar os valores de justiça que jazem na consciência é preciso transformar egoísmo em altruísmo, deixando de ver a si mesmo como o centro do universo, abrir mão do "poder" e descobrir que se integra uma coletividade maior, onde a abnegação e o desprendimento podem fazer muito pelo bem comum.

Resumindo, creio que só há uma transformação social duradoura que, consequentemente, trará a paz: Aquela que nasce no interior de cada ser humano, modificando seus pensamentos e atitudes, incorporando valores humanitários. Então veremos a verdadeira transformação, progresso e evolução, deixando para trás as mazelas da guerra, rompendo a barreira do preconceito, respeitando o livre arbítrio dado a cada um, respeitando a dignidade de cada um, revolucionando o mundo pelo amor. Não o amor torturado, mas o amor fraterno e incondicional a nós dado pelo criador, seja ele Cristo, Alá, Krishna, Buda; não importa o nome a ele dado.

Revolucionar o mundo por atitudes moldadas na justiça, na certeza de que existe um criador que espera que façamos uma revolução em nossos valores, que valorizemos a vida e tudo o que ela representa. Não nos extremarmos ao ponto de destruirmos um igual por uma fé que mata ao invés de enlevar e evoluir a alma. Revolucionar o mundo para juntos propormos ideais de paz e de convivência pacífica, indiferente às diversas opiniões e religiões existentes no mundo. Propormos uma revolução usando a caneta como arma de mediação, com leis e normas justas e de respeito à raça humana e à vida, pois as revoluções verdadeiras são de ideias, e não de violência e armas. #Opinião