O consumo diário de hortaliça é de fundamental importância para o fornecimento de vitaminas, sais minerais e fibras, sendo que algumas delas também são fontes de carboidratos e proteínas.

A redução no consumo diário de hortaliças frescas é resultado desse mundo mais moderno, onde a correria do cotidiano favoreceu o aumento do consumo de alimentos industrializados. Essa mudança nos hábitos alimentares dos brasileiros ocorreu nas diferentes regiões do país, sendo que além de prejudicar a qualidade da dieta, também favoreceu a redução da diversidade de alimentos consumidos.

As hortaliças denominadas não-convencionais são aquelas com produção e distribuição restritas a determinadas regiões.

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Elas exercem grande influência na alimentação e cultura de algumas comunidades tradicionais. São espécies em que a produção não está organizada, ao contrário das hortaliças convencionais como a batata, tomate, pimentão, a alface, entre outras. Além disso, são de grande importância na expressão cultural de determinadas populações, como é o caso do ora-pro-nobis, presente na culinária de algumas regiões de Minas Gerais.

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), em conjunto com diversas instituições, estão desenvolvendo projetos que visam resgatar o conhecimento e a forma de produção dessas hortaliças junto às populações tradicionais em diferentes regiões.

Devido a sua importância nutricional, essas hortaliças devem fazer parte diariamente do nosso cardápio, pois são ricas em vitaminas A, do complexo B e C, cálcio, ferro, fósforo e potássio.

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São excelente fonte de fibras, carboidratos e de substâncias funcionais (que auxiliam no tratamento de diversas doenças). Também são fontes de substâncias antioxidantes como carotenóide, flavonóides e antocianinas, que previnem a produção de radicais livres, reterdando o envelhecimento.

Confira algumas das espécies de hortaliças não-convencionais que fazem parte da nossa cultura: inhame ou cara (Dioscorea), araruta (Maranta arundinaceae), chuchu-de-vento (Cyclanthera pedata), jacatupé (Pachirryzus tuberosus), capuchinha (Tropaeolum majus), almeirão-de-árvore (Chichorium intybus), caruru (Amaranthus), peixinho (Stachys lanata), taioba (Xanthosoma saggitifolium), vinagreira (Hibiscos sabdariffae), jurubeba (Solanum paniculatum).