Não tem como começar a escrever sobre a Semana da Consciência Negra sem antes fazer uma crítica: de que deveria ser Semana da Consciência de Quem é Racista, como uma esperança de que as pessoas entendessem melhor que estamos falando somente da cor da pele, pois a cor da alma é uma só. Como comemoração pela data e resgate de quem lutou e luta contra o preconceito, discriminação e racismo, acontecem atividades pelo Brasil inteiro, bem como reportagens e documentários na mídia. Entre os temas de documentários, vemos temas como as religiões, as danças, os costumes e personalidades que fizeram #História. Cidades programam atividades diárias que incluem exposições, shows musicais, oficinas de dança, mostra de filmes, mostra culinária, feira de livros, seminários e debates em escolas. Nestas ocasiões relembramos homens e mulheres que foram incansáveis nessa luta; mas hoje quero trazer algumas figuras que nem sempre são tão lembradas, mas que também fazem parte dessa trajetória de ignorância que permeou a história do Brasil e do mundo e muitos que ainda são vítimas .

Que sejam sempre lembrados:

Rosa Parks - Uma mulher de coragem que protagonizou um dos momentos históricos da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, quando, ao pegar um ônibus e por estar cansada, não quis ficar em pé na área reservada aos negros (lembram que era dividido, lugares para brancos e lugares para negros - obviamente, na parte de trás do veículo). O que ela fez? Sentou e recusou-se a dar lugar a um branco. Foi aí que começou o histórico boicote aos Ônibus de Montgomery, com o apoio de Martin Luther King.

Comunidades Quilombolas espalhados pelo Brasil - As comunidades quilombolas estão espalhadas pelo país, em pelo menos 24 estados, e lutam até hoje para não ter a sua história esquecida. E uma de suas outras lutas, essa mais concreta, é pela garantia da sua terra. Em alguns locais já há um encaminhamento, enquanto em outros ainda não há nenhum sinal de que os quilombolas conseguirão o direito a seu pedaço de terra.

Lanceiros Negros - Os Lanceiros Negros lutavam ao lado dos Farrapos na revolução farroupilha - ao lado, na verdade não é bem a expressão correta. Apesar de estarem juntos na guerra, brancos e negros marchavam, comiam, dormiam separadamente. Lutavam e morriam separadamente também. Não tinham cavalos, suas armas eram as lanças e andavam descalços. Tinham a promessa de alforria por estarem lutando a guerra de seus senhores - preciso dizer que jamais a tiveram? Não. Ainda foram mortos, para que um impasse fosse resolvido. Vale a pena uma leitura sobre a história desses guerreiros.