Pais e mães de crianças na faixa etária entre 3 e 7 anos, fase na qual os pequenos já conseguem se expressar claramente, certamente já vivenciaram esta cena: filhos conversando e brincando com amiguinhos que não existem aos olhos dos adultos, mas que até nome possuem. Tratam-se dos tão conhecidos amigos imaginários, ou amigos invisíveis, que só existem no mundo das crianças. Em um primeiro momento, a situação pode assustar, já que os pais não enxergam absolutamente nada. Mas ao passar o susto, qual a melhor maneira de participar deste mundo tão especial? Entrar na brincadeira ou desfazer a fantasia? É o que será discutido a seguir.

Quando os amigos imaginários surgem? Quem são eles?

Ao contrário do que a grande maioria pensa, os amigos imaginários não surgem apenas na vida das crianças mais solitárias, como por exemplos as que são filhas únicas. Para tanto, conviver com outras crianças não reduz a possibilidade de o seu filho ter um amiguinho imaginário. O desenvolvimento da criatividade é o principal responsável pelo surgimento destes amiguinhos tão especiais.

Os amigos imaginários auxiliam as crianças em sua vida em sociedade, visto que proporcionam treinos intensos com foco no relacionamento. Com eles, os pequenos iniciam sua coleção de vivências, que servirão de experiência ao longo da vida real. Segundo Ana Carolina Belmonte, psicóloga clínica que atua em São Paulo, os amiguinhos imaginários estimulam a criatividade e promovem a organização de ideias e sentimentos.

Como os pais devem agir?

Para os especialistas, o papel dos pais é o de respeitar os amigos imaginários. Os filhos precisam sentir-se seguros de que a amizade imaginária é bem vinda em casa, de modo que seja considerada uma situação normal e comum a todos. Entretanto, é preciso ficar atento a alguns detalhes especiais.

Mesmo mantendo uma relação com amigos imaginários, os pequenos devem ater-se à sua rotina real, dando uma atenção maior aos amigos "de carne e osso". Segundo psicólogos, o comportamento deve receber atenção especial quando as crianças gostam de viver mais com seus amiguinhos imaginários do que com as pessoas reais. Nestes casos, pode representar dificuldades de sociabilidade, ou até mesmo dificuldade de lidar com problemas e situações corriqueiras.

E não há com o que se preocupar: da mesma forma em que os amigos imaginários surgem de forma espontânea, eles desaparecem da vida da criança. Usualmente, quando os pequenos começam a criar vínculos fortes com pessoas reais, a tendência é que os amigos imaginários sejam "deixados de lado", da forma mais natural possível. #Família