Se pensarmos bem, muita gente não devia ter tido filhos. É muito fácil fazê-los, mas criar não é tão simples assim. Por ignorância, preguiça, ou descaso dos pais, muitas crianças crescem sem saberem o que é respeito, civilidade e convivência. São também, vítimas da falta de amor parental.

Não é comum encontrarmos pais que gritam com os filhos, os põem de castigo, recrimina-os em praça pública, ou chegam até a bater neles, quando eles desobedecem ou se comportam de forma inadequada.

Não estamos aqui defendendo o uso da violência, em qualquer de suas vertentes, na #Educação das crianças, mas alertando que o uso da autoridade é necessário aos pais que pretendem fazer com que seus filhos se tornem cidadãos de bem e pais de sucesso dos futuros netos.

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Das ancestrais posturas autoritárias que davam ao 'patriarca' o poder surrar os filhos quando achasse que eles mereciam, aos pais que acham 'lindo' tudo que os filhos fazem e que eles têm o direito de serem livres para exprimir sua índole e peraltice infantil sem serem incomodados, existe uma distância grande e ambas as extremidades não são saudáveis.

O excesso de autoridade usada por algumas pessoas demonstra total falta de amor próprio, segurança e autoestima, que será transmitida à criança como ressentimento, ódio e desprezo por ela. Certamente ela não será um adulto com boa saúde mental e afetiva. Não saberá o que é ser amada, acolhida e compreendida, e será, em alguma medida, uma pessoa triste.

Já a falta de autoridade acontece quando os pais não sabem dizer um "não" ao filho.

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Querendo algo, o filho vai usar todas as ferramentas ao seu alcance para que os pais lhe satisfaçam. Vai chorar, gritar, espernear, fazer escândalo, envergonhar os adultos responsáveis e aborrecer os adultos que testemunham o espetáculo que pode ser encenado na praia, na praça, no corredor de um Shopping Center, dentro de um supermercado ou de um cinema.

Diz um velho ditado que 'costume de casa vai à praça', mostrando claramente que o que acontece naquele momento é o reflexo do relacionamento doméstico. É a falta de competência que certas pessoas têm para serem cuidadoras, educadoras e criadoras de crianças. Aquelas pequenas feras são o que conhecemos como crianças mal-educadas.

O que faltou a esses pais? Exatamente o que excedeu naqueles que não pensam duas vezes para meter a mão nos filhos: erraram no uso da autoridade. Um errou demais e partiu para a violência, outro errou de menos e deixou que os filhos dominassem a situação.

Não temos à disposição uma Escola de Pais, as crianças não nascem com "manual de informação" e cada um que dê um pitaco.

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Infelizmente, o descaso com a educação infantil é muito grande e, se antes as pessoas eram inseguras e carentes por serem criadas sem afeto e com violência, sem ter seus direitos respeitados, hoje o que vemos são crianças sendo criadas por pais que se sentem culpados quando precisam colocar um limite no comportamento infantil.

Por não terem sido criados com autoridade, esses pais de hoje não sabem usá-la e pensam que vão estragar o filho ou deixar de ser amados por ele. Estão criando monstros que não saberão se relacionar com outras pessoas (que estão sendo criadas da mesma forma), pois, para conviver é necessário acolher, respeitar, e abrir mão de certas coisas. Essas pessoas só aprenderam a ser acolhidos, respeitados, e nunca abriram mão de nada. Como poderão fazer algo que não lhes foi ensinado pelos pais?

Amar é mais que dizer "sim". Amar é educar para a vida. #Família #Opinião