Por seus inegáveis méritos, notável dignidade, eficiência e competência, o juiz Sérgio Fernando Moro está sendo homenageado com o Prêmio Faz Diferença, patrocínio da Firjan - Federação das Indústrias do Estado do Rio. Os vencedores se destacaram pela contribuição em suas atividades para a concretização de um país melhor. Esta é a 12ª edição, correspondente aos homenageados por sua contribuição em 2014. A premiação dar-se-á no mês de março.

Foram indicados regularmente candidatos em 17 categorias. Mas para Personalidade do Ano é escolhido um candidato à parte por um júri especial constituído de cinco jornalistas de O Globo mais uma pessoa que representa a FIRJAN: Assim foi escolhido o doutor Sérgio Moro.

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A grande contribuição do homenageado resume-se ao fato de que está sob sua responsabilidade julgar um crime de corrupção de que foi vítima a maior empresa do país, que pode ultrapassar milhões. Crime que deve ter ampliado sua prática no exterior.

Afora isso, é conhecida e respeitada a formação de seu caráter. Sua firmeza e poder de decisão são reconhecidos, experimentados de maneira mais objetiva quando, numa tacada, determinou a prisão de diretores de empreiteiras do país. Os olhares se voltavam principalmente para diretores e funcionários da Petrobras, mas ele enxergou e enquadrou os que se acertavam na corrupção com aqueles. Não costuma sorrir, é atencioso e educado, procura dar resposta ao que lhe é perguntado.

Está dentro do tempo da tecnologia e se vale da aceleração da internet para exercer seu trabalho como, por exemplo, obter depoimentos através de vídeo.

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Diminuindo caminhos para se chegar a culpados, homologou o primeiro acordo de delação premiada no país, ainda no ano 2000. Mal vista por alguns, a delação premiada apressa a apuração de crimes e a identificação de criminosos. A questão está na aplicação das penas e das multas.

Recentemente a 13ª Vara Federal de Curitiba não apenas se especializou em lavagem de dinheiro, mas também em crimes contra a administração pública, como no caso do Petrolão.

Antes, porém, no zelo pelos interesses do seu estado, o juiz foi duro quando atuou no julgamento da saída de bilhões do BANESTADO, de 1996 a 2002. A partir daí, sua atuação alcançou outros estados.

Seu grande momento é o proporcionado pela Operação Lava-Jato, pela grandiosa importância da empresa prejudicada e pela expressiva quantidade de pessoas importantes que estão envolvidas.

A atuação do juiz Sérgio Moro cada vez consolida sua determinação de fazer #Justiça e, além de penalizar os culpados, reaver valores desviados por eles.

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A mais recente situação é a de Nestor Cerveró, preso no último dia 14, pela suspeição de tentar ocultar bens adquiridos com recursos provenientes das propinas auferidas de contratos escusos na administração da Petrobras. Condenado pelo juiz desde 17 de dezembro último.

Mais se pode dizer do juiz Sérgio Moro, sua atuação na profissão que abraçou, seu comportamento, sua capacitação. Há mais, por exemplo, pelo fato de ter sido aluno exemplar que se tornou professor irrepreensível, de aulas de exposição clara e convincente. Professor que parecia distante, mas que, em um churrasco com alunos, próximo ao final do ano letivo, mostrou-se um amigo próximo, companheiro.

Juiz Sérgio Fernando Moro: exemplo a ser seguido pelos que zelam pela justiça "doa a quem doer". Aliás, este chavão precisa recuperar o seu prestígio. Ou não? O juiz pode fazê-lo.