A Audi vai investir 24 bilhões de euros, o equivalente a quase R$ 85 bilhões, para desbancar a BMW da liderança mundial entre os automóveis de prestígio. A missão não será fácil, até porque a terceira colocada nesta disputa, a Mercedes-Benz, também está de olho no primeiro posto e, até agora, foi a estrela de três pontas que registrou o maior crescimento neste ano, com alta de 14% nas vendas globais - contra 5,2% da BMW e 4,3% da Audi. O A4 é um dos pilares da estratégia da marca das quatro argolas, até porque de cada cinco veículos comercializados por ela, um corresponde ao sedã que acaba de chegar à sua quinta geração.

"Recentemente, focamos o segmento dos utilitários-esportivos (SUVs) para atender à crescente demanda deste nicho, em nível mundial, e confirmamos o lançamento de dois novos SUVs, o Q1 e o Q8, para breve", disse o presidente-executivo (CEO) da Audi, Rupert Stadler, ao jornal "Automotive News" Europe".

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Agora, chegou a vez do sedã médio da marca. "O A4 se saiu melhor do que esperávamos, com o passar dos anos, e manteve ótimos volumes comerciais mesmo próximo do final de seu ciclo de vida. Por isso, estamos redefinindo a categoria com esta nova geração", completou Stadler.

Maior e mais eficiente, o novo Audi A4 apenas renova o estilo conservador que faz dele um dos preferidos do segmento empresarial, em que o apelo racional fala mais alto que o emocional, mas não economiza no quesito tecnologia. O modelo adota a mais recente evolução da plataforma MLB, estreada pelo gigante Q7, de quem também herdou o Virtual Cockpit, quatro de instrumentos digital configurável com tela de 12,3 polegadas. No console central há outro visor, com 8,3 pol, que reúne as funções da central MMI Plus com navegação por comandos de voz e conexão - 4G LTE - Wi-Fi.

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Seu piloto automático adaptativo (ACC) também ganha um nova função, Tour, que não só preserva uma distância segura do veículo à frente no tráfego pesado, acelerando e freando sozinho, como agora mantém o A4 dentro das faixas de rolamento a até 65 km/h. Apesar de não guiar o modelo sozinho, o sistema aleta o condutor sobre o desvio de trajetória e, se necessário, corrige "gentilmente" a direção.

Apesar de não exagerar nas linhas, o novo A4 tem perfil bastante aerodinâmico e seu coeficiente de arrasto (Cx) de 0,23 é outro destaque. Com 4,73 metros de comprimento, ele ficou 2,5 cm maior e 1,6 cm mais largo, além de 120 quilos mais leve, podendo trazer faróis com luzes diodo (LEDs ou Matrix LED). A tração integral Quattro segue no portfólio, mas o sedã aposenta a transmissão automática Multitronic de variação continua.

As sete motorizações disponíveis na fase de lançamento, três a gasolina (todas turboalimentadas, TFSI) e quatro turbodiesel (TDI), serão combinadas com os câmbios manual de seis marchas, pré-seletivo Stronic com embreagem dupla e sete marchas e a transmissão automática Tiptronic de oito velocidades - esta última exclusiva do modelo TDI de 272 cv.

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Os propulsores TFSI têm potências de 150 cv (1.4 litro 16V), 190 cv e 252 cv (ambos 2.0 litros 16V). A promessa é de uma economia de até 14%.

Vale citar que, ao lado do sedã, a perua A4 Avant também foi revelada na Alemanha. #Negócios #Automobilismo #Inovação