Demorou, mas aconteceu o que os fãs da BMW temiam. A marca bávara, a única que ainda resistia no uso da tração traseira em seus modelos compactos, acaba de apresentar a segunda geração do X1, que adota tração dianteira. O modelo, que antecipa a próxima geração do Série 1, chega mais alto - 5,3 cm - e com maior capacidade volumétrica no porta-malas - que agora leva 505 litros, ante 420 l. Suas vendas só começam no último trimestre deste ano, na Europa, e ainda não se sabe quando a fábrica catarinense de Araquari, onde a geração atual segue em produção, começará a fazer a versão 2016 - aliás, não está descartada a hipótese de a linha de montagem brasileira perder sinergia com a alemã.

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O novo X1 desce um degrau em termos de construção. Nascido sobre a mesma plataforma do Série 3 (E91), o menor utilitário-esportivo (SUV) da BMW compartilhava sua estrutura com o irmão maior, o X3. Agora, ele passa a usar a mesma base (ULK) do Série 2 Active Tourer e dos novos MINI Cooper e Clubman, o que vem sendo apelidade de "MINImalização".

Se por um lado o uso de uma plataforma menor reposiciona o X1 tecnicamente, para baixo, por outro ela garante maior espaço interno e no bagageiro, ganhos que advêm da nova arquitetura com motores montados transversalmente. Por falar em motorizações, a BWM só confirmou quatro versões para a primeira fase de lançamento: duas são equipadas com a unidade - movida a gasolina - 2.0 litros 16V, turboalimentada, SDrive 20i com 192 cv e 25i com 231 cv, e duas com o propulsor turbodiesel de mesmo deslocamento, XDrive 18D de 150 cv e 20D de 190 cv.

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Os trens de força são completados pelo câmbio manual de seis marchas ou pela transmissão automática Steptronic de oito velocidades. Vale lembrar que se nos modelos SDrive a tração agora é dianteira, nos XDrive ela permanece integral. Em breve, o motor turboalimentado de três cilindros deve ampliar a oferta e, se isso serve de consolo, o SUV está mais leve.

Entre as novidades tecnológicas que estreiam no X1, destaque para os faróis adaptativos com luzes diodo (LEDs) para ambos os fachos, o Head-Up Display, que projeta informações no para-brisa, e para o Driving Assistant Plus (DAP), que reúne o piloto automático ativo (ACC) com função Stop & Go para congestionamentos, os alertas para desvio involuntário de faixa (LDW), colisão e atropelamento com City Braking, que aciona os freios automaticamente na iminência de um acidente.

Decepcionante para uns, o X1 em breve terá companhia de outro 'crossover' compacto, o X2, um utilitário-esportivo de duas portas que vai "bater de frente" com o Range Rover Evoque, da Land Rover. Antes que o leitor pergunte, o X2 também terá tração dianteira - fazer o quê?! #Automobilismo #Inovação