Todo tipo de artigo sempre gera discordância. Então, para começar, é necessário deixar claro que existem vários aspectos a serem retratados neste assunto, principalmente quanto a grupos específicos, tanto falando em regiões quanto em etnias, culturas, preferências, etc. Deixo claro, portanto, que os aspectos analisados partem da perspectiva social geral. E como muitos encaram esse assunto de forma leviana, tentarei apenas entender por que acontecem tais distúrbios sobre os padrões de beleza ocorrem e como isso tem afetado a sociedade. Separado o joio do trigo, vamos ao que interessa.

Beleza não é moderna nem “humana”

Ledo engano achar que foi somente nas últimas décadas, com a chegada da “indústria da #Moda”, que criámos uma concepção sobre a #Beleza.

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Nos acostumámos tanto à ideia da criação de um status do que é ou não belo que passamos a ver o conceito como um objeto, moldado a partir da mídia, da sociedade e da moda. Porém, vale lembrar das pinturas da nobreza na época feudal, onde os pintores usavam seu “photoshop” manual para melhorar o visual do retratado, além de estátuas gregas demonstrando simetrias humanas perfeitas - ou você acha que todo homem renascentista se parece com David e que as mulheres da época de Botticelli eram tais como sua Vênus?

É preciso repensar o conceito de que a beleza é uma criação social e psicológica. Ela é uma característica presente no DNA, não só humano, mas em uma vastidão de espécies. É uma característica que confere a seu portador uma das vantagens mais decisivas em termos de Evolução: a melhor linhagem de reprodução.

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A beleza garante melhores escolhas quanto à saúde, melhores genes e melhor adaptação ao ambiente. E isso já é nativo em animais, algo chamado de seleção sexual na teoria das espécies de Darwin. Assim, nós só nos demos ao trabalho de criar classificações para os tipos de beleza que correspondiam a concepções que já nos eram inatas.

Sendo assim, somos seres “bio-psico-sociais”, ou seja, cada um, conforme vive, vai desenvolvendo uma parcela maior de alguns desses fatores: os biológicos presentes no DNA, os psicológicos criados a partir da autorreflexão e os sociais, aqueles criados em comunhão para a melhor convivência em grupo.

E isso é muito difícil de separar. Muitas vezes, o biológico irá contra o "psico", e você então se perguntará por que gosta de algo que não faz parte das suas escolhas conscientes. Em alguns casos, ignorará o biológico interferindo no social, como quando, ao ajudar alguém, você se coloca em risco. Mas todos nós possuímos “ranges” quanto à aceitação de beleza, e mesmo dependendo de outros inúmeros fatores, existem padrões intrínsecos em nós.

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Padrão inconsciente

Apesar de se acreditar e falar que a mídia dita padrões estéticos, algumas pesquisas constataram que existem certos pontos para homens e mulheres que garantem atração gerada pela beleza.

  • Para mulheres a cintura deve ser +/- 0,7 a tamanho do quadril, e isto independemente do tamanho do quadril, peso oualtura. O busto segue a mesma regra, sendo sempre maior que a circunferência do quadril, mas com diferentes proporções; mostra maturidade, desenvolvimento fértil.
  • Para homens, a cintura de ser estreita com torso mais largo, formando um V, principalmente de costas e ombros largos, e, em suma, os homens devem ser mais altos que as mulheres, e isso está ligado ao senso de proteção, macho/fêmea altamente biológico.

Estes são conceitos gerais, Haverá variações nos padrões para cada indivíduo, sendo que as características listadas acima, estão situadas dentro da curva de análise. Os detalhes que complementam o conceito de beleza são ditados e divididos por grupo. Cada grupo possui um modelo “Alfa”, visto que somos seres altamente hierárquicos. Assim se constrói uma variabilidade entre tipos de estética. #Dieta