O uso de saias masculinas começou a ser difundido no período de 1980, tendo como meio de propagação as passarelas da alta-costura, que contribuíram para que homens começassem a usá-las e, além disso, também trouxe à tona o debate polêmico sobre a #Moda sem gênero.

No #Brasil, um baiano ficou conhecido na internet por usar saias da sua mulher. O nome do rapaz é Leonardo França. Ele tem 36 anos e trabalha como artista. Segundo ele, a ideia de usar roupas femininas surgiu depois que leu a entrevista de Laerte, um colunista que ficou famoso por demonstrar o interesse em usar roupas consideradas femininas.

O baiano gostou e aprovou o novo estilo de roupa. Achava bonito esteticamente e, ao utilizar roupas femininas, buscava expandir o conhecimento de ser heterossexual ao experimentar objetos que pertenciam ao vestuário da mulher. Leonardo disse ainda que utilizava as roupas sem levar em consideração se o objeto seria enquadrado como masculino ou feminino, ou seja, utilizava independentemente de pertencer a qualquer dos dois gêneros.

Moda sem gênero no mundo e no Brasil

Além do Leonardo, outros homens também sentem interesse em seguir a nova tendência da moda, alguns famosos e outros não. Assim, homens do mundo inteiro estão aderindo ao uso de roupas consideradas sem sexo, na medida em que são vestimentas que não definem o gênero, ou seja, que ambos os sexos podem utilizar, já que cortam qualquer regra de construção social, no sentido em que deixam o próprio indivíduo decidir livremente o que quer vestir sem a existência de nenhuma regra.

De acordo com a professora de Moda do Centro Universitário Senac, Astrid Façanha, os primeiros estilistas que lançaram roupas sem gênero foram Jean Paul Gaultier, Giorgio Armani e Kenzo. Astrid afirma que, antigamente, as roupas sem gênero estavam presentes somente em desfiles, entretanto depois de mais de 30 anos verifica-se que a proposta de roupas que seguem o estilo elencado está sendo difundido, crescendo no mundo e no Brasil.

No Brasil, a moda sem gênero começou a ser propagada no ano de 2016, sendo também conhecida como "moda unissex" na medida em que estilistas começaram a lançar roupas sem rótulos, que poderiam ser utilizadas tantos por homens quanto por mulheres.