Os desfiles do segundo dia de evento reafirmaram que, se existe um combo de tendências para o inverno 2017, podemos resumir em: esportivo, urbano, casual e grunge.

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Se as referências parecem ser impossíveis de conciliar, as coleções colocam esta teoria à prova.

Vitorino Campos

A #Moda de Vitorino, é uma moda para quem transita. Esta fluidez é uma das grandes sacadas da marca, que em tempos onde celebramos todas as formas de diversidade, garante que nem o dress code deve ser engessado.

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Com um mix de cores e formas que se complementam, a coleção traz lindas peças oversized, em contraponto com a leveza de seus vestidos. Com referência clara ao grunge dos anos 90, muito xadrez e muito estilo, a marca entrega uma coleção coerente e charmosa.

Sissa

A marca fez sua primeira participação no show e começou bem, com um desfile 100% usável. A Sissa mostrou uma coleção repleta de emoção e com muitas referências únicas, com predominância de looks monocromáticos e estampas democráticas, o minimalismo elegante. Com uma beleza natural, a mulher da marca é orgânica, natural e leve.

Ellus

A marca completou 45 anos e nos brindou com um espetáculo de estilo, em um revival dos momentos fashion mais marcantes que já apresentou em sua jornada. Com sua pegada rocker, uma paixão antiga dos fãs da marca, a #ellus trouxe muito couro, jeans, coturnos, que combinados com peças leves e românticas, resgata como força total o famoso ‘heroin chic’, da eterna musa Kate Moss..

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Lolitta

Um dos desfiles mais autorais do segundo dia, a marca não precisou ousar muito para sair do lugar comum, o resultado: uma coleção bonita e atemporal. Mesmo buscando referências nas décadas de 20, 30 e 40, ou mergulhando ainda mais no passado, na representação teatral ‘Commedia dell’arte’, a Lolita se destacou. Com uma paleta de cores mais sóbria, elegante e tão bem trabalhada que passou longe do tédio, a coleção tem um shape mais amplo, com movimento e leveza.

GIG Couture

A GIG prova que sabe o que faz quando consegue criar uma coleção coerente, com referências tão contundentes como as décadas de 70, 80 e 90. A marca cria uma textura incrível com o tricot, mas não aquele tricot no lugar comum ao qual estamos acostumados, uma forma com brilho de fluidez com harmonia e muito charme. A coleção também converge para os estilos urban chic e sport chic, com sutileza, sem ser taxativa. Destaque para o camuflado revisitado, que pode, facilmente, ser rotulado como must-have.

Two Denim

Então o jeans já encontrou, de fato, seu espaço na moda, há tempos abandonou seu conceito de protesto e rebeldia, e encontrou seu espaço como peça sofisticada que transita em vários contextos, com charme e elegância.

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Com a lavagens mais claras, o styling, muito pensado criou um mix de branco e listras com um resultado bem interessante. Após várias estações de roupas bem sequinhas, o shape ganha volume com camadas e sobreposições.

PATBO

A moda super feminina da PATBO, sofreu uma reviravolta e nesta última estação. Repleta de referências do street style de L.A. e sport chic, a PATBO, impôs um novo dress code para suas consumidoras, repleto de veludo, moletons, lindos bonés e All Stars. Se é uma fase de experimentação para a marca, quem usa pode respirar com alívio, a qualidade, o handmade e o perfume da feminilidade permanecem lá, em uma releitura mais moderna, bem reescrita, mas ainda impecável.

Lino Villaventura

A coleção de Lino é de renovação, um novo conceito. No caminho da tendência mundial, o dress code da marca converge para o street e sport style, e a reinvenção do grunge, mais sofisticado, mas híbrido, mas ainda assim o nosso grunge, referência dos 90’s. Para quem aderiu aos sneakers, é a hora de tirar novamente do armário, eles são um pequeno detalhe hit deste inverno, para fazer a ponte entre um pouco mais de glamour e street. A coleção reforça que o novo shape é mais amplo e com volume, um dark bem jovial e inventivo. #São Paulo Fashion Week