Uma pesquisa feita pela fundação Abrinq e divulgada no jornal O Povo, mostra um triste resultado para o estado do Ceará. Segundo a mesma, O Ceará é o Estado que apresentou o maior número de casos de crianças com excesso de peso, dentre todas as capitais brasileiras. Uma variável da mudança do comportamento está presente como um dos fatores que influenciaram  o resultado da pesquisa. Ou seja, o aumento do consumo de alimentos industrializados, que geralmente são muito ricos em açúcar e gordura, contribui para o aumento de casos. Aliado ao resultado divulgado, pôde-se constatar outro dados apurado. O estado aparece como o quinto estado brasileiro em casos de crianças com baixo peso.

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 A grande oferta de alimentos que  " enchem os olhos" de qualquer criança, na mídia é muito intensa. São biscoitos recheados, com figuras muito conhecidas dos desenhos animados, refrigerantes em embalagens diferentes e multi coloridas, sanduíches e salgados que podem ser consumidos de maneira rápida e que não precisam de preparo imediato. Já estão prontos para o consumo. Todas estas opções são muito atraentes para o público infantil. Soma-se a isto, o fato de que geralmente os pais trabalham fora e não dispõem de tempo para preparar o lanche da escola. De acordo com os dados da pesquisa, o percentual de crianças, na faixa etária de 0 a 5 anos, com obesidade, corresponde a 12,15%, ficando atrás Pernambuco  com 11,7% e o Rio Grande do Norte com 11,17%.

Com relação aos casos de crianças com baixo peso, os resultados foram baseados na avaliação de crianças entre zero e cinco anos de idade.

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De acordo com João Menescal, coordenador da primeira infância do IPREDE( Instituto de Prevenção à Desnutrição Infantil),  as controvérsia em relação aos resultados da pesquisa encontram justificativa na mudança de comportamento de consumo alimentar da população. Aliado a isto, temos as mudanças da relação entre peso e altura. De acordo com o coordenador, quem tem peso abaixo da média, assim como uma altura baixa, tem uma maior chance de desenvolver obesidade no futuro. Explica-se isto pelo fato de que é mais fácil se recuperar o baixo peso, do que uma altura abaixo da média.

De acordo com o coordenador do IPREDE, as crianças que nascem prematuras tem uma maior chance de desenvolver obesidade em um futuro próximo. Como explica Menescal, estas crianças tem um metabolismo diferente. Como a quantidade de alimentos que ela tem acesso é pequena, então o organismo tende a fazer um acúmulo maior de nutrientes. Para agravar esta situação, as crianças tem um acesso maior a alimentos que geralmente são mais ricos em açúcar e gordura, tais como refrigerantes e doces.

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Estes alimentos são mais abundantes e de um custo menor. A maioria destas crianças não possui uma renda familiar suficiente, que permita aos pais  a compra de alimentos mas saudáveis, o que são geralmente de custo mais elevado.

Na opinião da nutricionista Alice Bastos, uma forma de evitar que os casos de obesidade infantil possam ser mais controlados, é  o maior controle da alimentação da família como um todo. Ela defende que a rotina da família deve ter um equilíbrio maior. Entretanto, para isto, a profissional defende que os pais devem dispor de dedicação e atenção total. Os mesmos devem procurar, aos poucos, tentar ofertar mais alimentos saudáveis que garantam maior saúde e proteção ao desenvolvimento das crianças.  #Doença #Blasting News Brasil #Alimentação Saudável