Diante das perspectivas de mais um ano de seca para o estado do Ceará, o #Governo do Estado resolveu reduzir a oferta de água para todo o interior cearense. Mesmo não assumindo oficialmente que o Ceará esteja já em racionamento, pode se notar que já há uma redução de água para todas as localidades.

Com a possibilidade de, em 2016, haver mais um ano de seca, a decisão do governador Camilo Santana, que já está em prática, é a redução da oferta de água em torno de 11,7 % a ser ofertada para a Cagece (Companhia de Água e Esgoto do Ceará). Com isto, a quantidade de água que a mesma terá de distribuir em todo o estado cearense será de 7,5 metros cúbicos, contra os atuais 8,5 metros cúbicos que estavam sendo ofertados atualmente. 

O atual Secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, já admite o racionamento.

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Segundo o mesmo, a redução de oferta de água, que só agora veio a público, visa somente a não submeter os moradores da capital e da região metropolitana de Fortaleza, a não terem água disponível todos os dias da semana.

Ainda de acordo com o Secretário, já estão em racionamento cerca de 33 cidades do interior do estado. Ele afirma que a economia gerada com a redução será de 30%, inclusive, a própria região metropolitana já está com uma oferta de volume menor.

Francisco Teixeira espera que a população possa contribuir.  A ajuda dos usuários seria importante, pois se cada um fizer a sua parte, espera-se que o estado possa atravessar toda a quadra chuvosa do ano que vem e chegar em setembro, mesmo com os níveis baixos, e sem precisar de racionamento. Teixeira afirmou ainda que não descartaria a necessidade de se adotar providências mais profundas, caso a situação venha a se agravar.

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Os estudos feitos pela FUNCEME (Fundação Cearense de Meteorologia) apontam para um quadro de chuvas abaixo da média. A causa, segundo a mesma, seria o fenômeno El Ninho, que ocorre em áreas extensas do oceano Pacífico e trazem influências para o clima no Brasil. Para este ano, os técnicos afirmam que o mesmo está mais intenso. A preocupação é que o fenômeno possa provocar chuvas abaixo da média.

Isto pode ser agravado se as chuvas se concentrarem no litoral, pois as maiores reservas estão localizadas no interior do estado. Pelas projeções, seriam necessárias precipitações acima dos 600 milímetros cúbicos, para se garantir uma boa reserva hídrica para o Ceará.

A preocupação das autoridades é com o setor industrial e de #Agricultura. Estes poderão ser afetados com as medidas de racionamento de água. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), o empresário Beto Studart, confirmou a apreensão do setor.

Segundo o mesmo, setores como o textil estão cancelando a abertura de novas unidades industriais.

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As medidas de contenção do uso de água irão influenciar negativamente na expansão do setor, pois os investimentos tenderão a ser reduzidos, consequentemente, a geração de empregos para o setor tenderá a diminuir.

A intenção do governo é reduzir o consumo em torno de 50% nos setores de produção como a agricultura, conforme o secretário de recursos hídricos. Do mesmo modo, como forma de reduzir o consumo de água. #Blasting News Brasil