O mau prognóstico de chuvas para este ano, no Estado do Ceará, vai levar o #Governo a buscar alternativas para que os efeitos da seca não sejam tão ruins para a população em geral. De acordo com a Funceme (Fundação Cearense de Metereologia e Recursos Hídricos), a previsão é de chuvas abaixo da média, o que pode representar mais um ano de estiagem prejudicial. Diante deste quadro, além das alternativas conhecidas, o governo pretende tratar a água do mar para tentar garantir um volume adequado para a Capital e o Estado, a fim de que os efeitos não se reflitam, principalmente na #Agricultura e em outros setores da população cearense.

As previsões de seca para 2016 

De acordo com a Funceme, as chuvas serão em torno de 65% inferiores aos que estão registrados na média histórica, nos meses de fevereiro, março e abril.

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As previsões para um bom inverno são apenas de 10%, restando como chance maior, a possibilidade de um inverno com precipitações em torno da média esperada para este período que é de 25%.

As ações do governo para o combate da estiagem

Diante da probabilidade elevada do Ceará enfrentar a pior seca nos seus últimos 32 anos, o governo do Estado tenta se antecipar aos seus efeitos. A tão esperada transposição do Rio São Francisco constitui uma das alternativas em curso, além das campanhas de conscientização da população para racionalizar o uso da água e os programas de escavação de poços profundos em cidades de interior. O governo prossegue firme ainda na instalação de adutoras e no fornecimento de água para certas localidades por meio de carros pipa.

A alternativa que vem do mar

Além das ações que já são empregadas, o governo irá empregar o uso de dessalinização da água do mar para abastecer inicialmente Fortaleza, Pecém e as cidades que ficam em torno do litoral cearense.

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O projeto foi anunciado pelo secretário de Recursos Hídricos do Estado, Francisco Teixeira. A etapa inicial está na fase de se estabelecer qual o tipo de tecnologia mais adequada a ser empregada no Estado para tal operação. Teixeira afirma que o entrave inicial é o alto consumo de energia empregado para o processo, principalmente, na utilização dos sistemas que também são usados nos Estados Unidos e em Israel. Isto tem demandado estudos e avaliações que possam chegar a um patamar de equilíbrio entre a oferta de uma água de boa qualidade, porém obtida com baixo custo energético. Além disto, várias tecnologias estão surgindo para baratear o processo e todas estão sendo analisadas para o nosso uso.

Outras alternativas

O governo estuda ainda a possibilidade de se reutilizar a água que é consumida. Isto seria feito a partir do tratamento da água que é escoada para os esgotos e que seria utliizada na indústria. As pesquisas referentes a este tipo de processo estão sendo feitas pela Cagece ( Companhia de Água e Esgoto do Ceará) e já foram noticiadas desde o ano passado na imprensa. #Fontes renováveis