A vigésima terceira fase da operação Lava Jato, denominada de operação Acarajé, apreendeu uma lista com cerca de 200 nomes de políticos que se beneficiaram de recebimento de dinheiro da Odebrecht. O documento que estava em poder do atual presidente da empresa, Benedicto Barbosa Silva Júnior, cujo codinome na operação de repasse de valores era " BJ", apresenta uma lista extensa de nomes de políticos, todos com apelidos, o estado ao qual pertencem e os respectivos valores que cada um recebeu.

Dentre os políticos citados, está o nome do ex-governador Cid Gomes (PDT-CE), apelidado de " FALSO" e que aparece como tendo recebido a quantia de R$ 200 mil.

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De acordo com o documento, o repasse feito ao ex-ministro de Educação foi feito do dia 19 de setembro. Entretanto, não consta qual foi o ano que o fato ocorreu.  

O documento está sob sigilo da Justiça determinado pelo juiz Sérgio Moro. Entretanto, antes do decreto, os dados já haviam sido divulgados publicamente. Além do nome de Cid, são citados  o senador Aécio Neves (PSBD-MG), José Serra (PSBD-SP), o senador Humberto Costa (PT-PE), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-presidente José Sarney (PMDB-MA).   

De acordo com as investigações, o fato do nome do ex-governador constar na lista, não significa necessariamente que o mesmo tenha recebido o valor que aparece declarado. A lista já se encontra sob investigação da PF e Justiça Federal para uma apuração mais detalhada. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou a informação de que o comitê do PSB, partido ao qual Cid era filiado na época, declarou uma doação recebida pela empresa no valor de R$ 200 mil, em 2010.

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Neste ano, o ex-governador disputou a reeleição para o #Governo do estado do Ceará. 

A assessoria do ex-governador, ao tomar conhecimento do fato, declarou que todos os dados publicados não passavam de uma montagem feita na internet. Entretanto, o nome do político aparece na listagem divulgada pelo jornal o Estadão, conforme foi apurado pelo jornal Tribuna do Ceará. Depois desta ocasião, a assessoria do ex-ministro não voltou mais a se manifestar.

Pelo que foi apurado pelo Superior Tribunal, os valores declarados como doação pelo antigo partido de Cid Gomes, são legais e de domínio público desde a eleição.

A empresa Odebrecht, nos últimos anos, se destacou como uma das grandes doadoras de dinheiro para campanhas políticas. Somente em 2014, ela desembolsou mais de R$ 48,4 milhões em doações para comitês de partidos ou para candidatos individuais.  #Dilma Rousseff #Corrupção