A Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará (SEJUS) confirmou nesta segunda-feira (23) a morte de 14 detentos ocorridas no fim de semana durante rebeliões em prisões na região metropolitana de Fortaleza. Destes 14, cinco foram encontrados carbonizados. Segundo o SEJUS, as mortes ocorreram durante conflito entre os presos.

Instalações das penitenciárias foram danificadas. Durante uma ação policial foi localizado um túnel na unidade Agente Luciano Andrade Lima, porém não houve registro de fuga. Durante todo o dia de hoje não houve indícios de rebelião. Assistentes sociais estavam na porta do presídio prestando auxílio à família dos detentos.

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Entre os mortos estão: Daniel de Souza Oliveira, 22 anos, (respondia por homicídio); Paulo César de Oliveira, 44, (tráfico de drogas); Daniel Henrique Maciel dos Santos, 26, (homicídio e roubo); Roberto Bruno Agostinho da Siva, 23 anos, (homicídio); Diego Martins da Silva, 31 anos, (roubo); Luan Brito da Silva, 21 anos, (latrocínio); Francisco Clenildo Felipe Costa, 40, (furto); e Rian Pereira Paz, 33, (tráfico de drogas).

Os cinco corpos carbonizados e um outro encontrado na unidade ainda não foram identificados. A Perícia Forense do Estado do Ceará recolheu os corpos, para que seja comprovada a identidade das vítimas através de exames cadavéricos.

Greve e rebeliões

A causa da rebelião que ocorreu em pelo menos oito unidades de presídio no Ceará teria sido a suspensão das visitas. A Polícia Militar divulgou que colchões de vários presídios foram queimados, cadeiras e grades foram quebradas.

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O fornecimento de comida e água não foram afetados. Segundo a SEJUS, os danos estão sendo avaliados para que se iniciem os reparos. As rebeliões ocorrem durante a greve de agentes penitenciários.

Valdemiro Barbosa, presidente do Sindasp-CE, relatou que o governo não vinha cumprindo acordos que valorizassem os agentes penitenciários. Porém, com a situação de risco em que se encontrava as penitenciárias, os agentes voltaram no mesmo dia, aceitando a proposta do #Governo. No sábado, o governo propôs que o pagamento do GAER (Gratificação de Atividades Especiais e de Risco) fosse dividido em duas parcelas, a primeira em fevereiro de 2017 e a segunda em janeiro de 2018. #Crime #Casos de polícia