Após transcorrida uma semana da chegada da Força Nacional na capital cearense, em uma tentativa de se tentar controlar o estado de rebeliões que tomam conta dos presídios cearenses, o controle e monitoramento de tais unidades passa a ser feito com a ajuda de equipamentos especiais, os chamados drones. Entretanto, sem divulgar em quais unidades prisionais o aparelho deverá ser usado, a equipe federal, enviada pelo ministério da Justiça, espera atuar de forma mais intensa a evitar novos conflitos e conter violações externas que resultem em novas fugas de presos.

O pedido de reforço feito pelo governador do estado ao ministério da Justiça

Após uma onda de rebeliões que tomou conta dos presídios na região metropolitana de Fortaleza, o governador do Estado, Camilo Santana (PT-CE), reuniu-se com o atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a fim de que fossem enviados reforços para auxiliar na contenção dos conflitos, assim como na recuperação das unidades prisionais.

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O pedido de Camilo foi para que a permanência dos homens da Força Nacional possa se estender além dos 15 dias já estipulado. Esta não é a primeira vez que tal contingente foi deslocado ao Estado. Na primeira ocasião, em janeiro de 2012, a atuação da Força foi solicitada para ajudar na segurança da população, por ocasião da greve de policiais militares no Ceará.

As rebeliões, que tiveram um saldo de 18 mortos, já foram controladas pela atuação das tropas enviadas pelo governo. As tropas já foram capazes de conter uma fuga em massa da Unidade Prisional Francisco Adalberto Barros de Leal, no último dia 29, e na chamada Casa de Privação, de caráter provisório, denominada CPPL 1, onde foram encontrados dois túneis, que estavam sendo escavados para uma possível fuga. Essa foi a primeira tentativa registrada nesta unidade.

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Os drones, que têm capacidade de sobrevoar as unidades prisionais e serem controlados por sistema remoto a distância, estão aptos a realizar o monitoramento das áreas e são capazes de realizar o mapeamento de possíveis movimentações que podem se dar tanto dentro quanto fora dos presídios. #Crime #Violência #Sistema prisional brasileiro