Nesta quinta-feira (16), foram descobertas em Fortaleza, durante a Operação Alanis, pessoas que compartilhavam nas redes sociais fotos e vídeos de sexo envolvendo crianças, adolescestes e até bebês menores de um ano. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em três residências nos bairros de Messejana, Papicu e Lagamar.

Os 23 policiais federais que participaram da ação capturaram vários equipamentos de informática como computadores, pen drives, DVDs, CDs e uma arma de fogo, que foi encontrada em uma residência de um dos suspeitos. Com o pagamento da fiança, o mesmo foi liberado. O material apreendido foi levado à Perícia Criminal Cientifica da #Polícia Federal no Ceará para análise.

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 A delegada Juliana Pacheco, responsável pela operação, fala que nenhum flagrante de armazenamentos de dados ou divulgação dos arquivos pornográficos foi realizado na hora da operação. Porém, há vestígios relação entre os suspeitos e a divulgação dos arquivos. "Faremos pesquisas de busca em sites da internet relacionados com pornografia infantil onde foram localizados esses arquivos", disse.

Os suspeitos podem responder pelos delitos de obter ou guardar material que contenha pornográfica infantil, com pena de um a quatro anos de prisão; ou se confirmadas as suspeitas, eles podem responder pelo #Crime de compartilhar ou publicar foto, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica infantil, com pena de três a seis anos de prisão, mais multa. Esses crimes de pedofilia estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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 A Operação Alanis recebeu este nome em referência ao caso Alanis Maria, um crime bárbaro que comoveu todo o estado, na qual uma criança de apenas cinco anos de idade foi sequestrada, estuprada e morta, no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza, no ano de 2010. 

De acordo com a delegada Juliana Pacheco, os trabalhos de investigação tiveram início no começo deste ano, pela Polícia Federal, investigando pessoas que sempre estavam compartilhando materiais pornográficos infantis. #Casos de polícia