Sem uma política definida contra o problema da seca, o governador do Estado, Camilo Santana lançou nesta terça-feira, dia 26, no Palácio da Abolição, em Fortaleza, o chamado Plano de Segurança Hídrica. O objetivo é tentar obrigar a todos os cearenses a reduzirem o consumo de água em todo o Estado do Ceará.  Ao todo, deverão ser onze ações que custarão aos cofres públicos do estado o valor de R$ 64,1 milhões e que consistirão em, além de tentar conscientizar para o uso racional do líquido, cobrar mais caro daqueles que consumirem além da cota permitida.

De acordo com Camilo Santana, as ações anunciadas deverão ser avaliadas após período de três meses.

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Este tempo será suficiente para que o estado possa entrar na próximo período de chuvas. O governador já avisou que não hesitará em lançar mão de medidas mais drásticas, com o objetivo de que a população de Fortaleza e região metropolitana não fique sem abastecimento. Até o possível fechamento da única termelétrica do Estado, a do Pecém, não está descartada.

O plano emergencial e a convivência do cearense com menos água

De acordo com as ações anunciadas, a redução da disponibilidade diária de água deverá passar dos atuais 10% para 20% tanto na capital quanto nas cidades abastecidas pela Companhia de água e esgoto do estado do Ceará (Cagece).  Nas palavras do governador, o cearense terá que aprender a conviver com um uso de maneira bastante racional do liquido que, diante das condições atuais, poderá vir a se tornar um bem precioso para o estado. 

Segundo o presidente da Companhia de recursos hídricos (Cogerh), João Lúcio Farias, o período longo de cinco anos de seca consecutivos no Ceará serviu para mostrar que o estado não tem condições de se proteger contra o fenômeno.

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Deste modo, ele defende que ações de conscientização devem ser feitas junto ao consumidor final para que ele mude seus hábitos em relação ao seu consumo usual. Tanto Farias, quanto o próprio governador Camilo Santana defendem a tese de que toda a sociedade tem que dar a a sua parcela de contribuição e esforço. Se consumir além da conta, vai ter que pagar bem mais caro a fim de que se evite entrar em período de racionamento.

Segundo o anúncio do governador as medidas deverão entrar em funcionamento após a análise e aprovação feita pela Agência Reguladora de Serviços do Ceará (ARCE). O objetivo é, além de conscientizar sobre a necessidade de se evitar o desperdício, aumentar o valor cobrado na conta de cada consumidor, a fim de forçá-lo a economizar o máximo possível.

Nas contas do #Governo do Estado, com a implantação das medidas de contingenciamento anunciadas a partir dos próximos noventa dias, espera-se que haja um economia de cerca de 1,82 litros de água por segundo para o estado.  #Crise #Agricultura