O estado do Ceará foi condenado a indenizar a mãe do preso em nada mais, nada menos que 120 mil reais, após ser assassinado por outros presos no motim do presídio CCPL I, que fica localizada na região de Itaitinga, no setor metropolitano de Fortaleza.

Segundo os dados processuais, o detento tem estado encarcerado por quase três anos nessa unidade prisional, precisamente entre outubro de 2010 até março de 2013. O detento morreu no enfrentamento a outros presos na unidade de detenção.

Quando ela soube que seu filho tinha morrido na rebelião, a mãe do preso entrou na justiça pedindo indenização por danos morais e o ressarcimento do dinheiro gasto com velório, logística e o cemitério do preso, agora morto.

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O juiz que realizou essa façanha foi Francisco Batista da 9° Vara da Fazenda Pública, condenando o Estado por ter ferido a "moralidade da mãe do preso", ao qual vale lembrar, estava detido por estuprar e esquartejar um criança de 4 anos. No entender do juiz Batista, o Ceará falhou em garantir a integridade física do detento, o que configurou negligência e descuido com o sistema prisional e com as pessoas que o compõe.

O estado do Ceará recorreu da decisão do tribunal, com a premissa de que o evento em que o preso estava envolvido era furtivo e que não havia como prever. Ainda foi comprovado que não haveria razão pela condenação, simplesmente por que a mãe dele não tinha qualquer dependência financeira do falecido. Em relação às despesas do funeral, a mãe não comprovou os gastos com o sepultamento.

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As rebeliões nos presídios do Ceará começaram no último dia 21 de janeiro e foram se alastrando entre as seis unidades do estado, com números que podem chegar a 16 mortos até o momento. Toda essa crise no sistema prisional de lá começou com a greve dos agentes penitenciários, revindicando melhores salários e condições de trabalho. Isso acabou gerando transtornos para os familiares dos presos que foram impedidos de visitá-los, o que acabou se tornando o estopim para essa série de protestos. #Política #Economia