Dr. Edmar Maciel é o médico brasileiro por trás de uma série de ensaios clínicos usando pele de tilápia em vítimas de queimaduras. Presidente do Instituto de Apoio a Queimaduras em Fortaleza, Maciel está testando em pacientes com queimaduras de segundo e terceiro graus.

"Depois de colocar a pele de tilápia, realmente aliviou a dor", disse o pescador Antônio dos Santos, em entrevista à Stat News. A ideia de tratamentos alternativos é devido à incapacidade de atender às necessidades das vítimas com os métodos existentes. A pele animal tem, de fato, servido há muito tempo como uma gaze natural para queimaduras. No entanto, estes tratamentos de pele humana, de porco e alternativa são caros e permanecem largamente indisponíveis em países em desenvolvimento, como o Brasil.

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Os três bancos de pele que oferecem esses tratamentos no Brasil só podem atender a 1% da demanda do país. Devido a tamanha escassez, os médicos públicos devem remendar a pele queimada com gaze e creme sulfadiazina. Enquanto o creme ajuda a prevenir a infecção, não ajuda a remover o tecido contaminado ou curar a pele. Além disso, as vítimas precisam reaplicar curativos frescos todos os dias - um processo extremamente doloroso para a carne exposta. A pele de tilápia, no entanto, só precisa de uma aplicação na queimadura.

Além de sua tensão natural, ela também contém proteínas de colágeno tipo 1 e 3, que são essenciais para o processo de cicatrização. Na verdade, a pele do peixe contém mais proteínas do que outras peles, incluindo a humana. "A pele de tilápia adere à ferida e cria o que chamamos de efeito tampão", diz o Dr.

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Maciel. Após a sua aplicação, o paciente mantém a pele de tilápia até a pele curar naturalmente por baixo. A pele do peixe então seca e descasca por si só.

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Somente para queimaduras profundas, de segundo ou terceiro graus, as ataduras de tilápias devem ser trocadas algumas vezes ao longo de várias semanas de tratamento, mas ainda com muito menos frequência do que a gaze com creme. Naturalmente, a pele de tilápia nestes tratamentos passa por um processo intensivo de agentes esterilizantes, radiação para matar vírus, embalagem e finalmente refrigeração, o que permite que a pele seja armazenada por até dois anos. Segundo informações, 52 pacientes receberam este tratamento com grandes resultados e sem complicações. #Curiosidades #Saúde