Tem espécie (homem e/ou mulher) louca para tudo nesse mundo. Por exemplo, tem gente que acha que “pixar” o sino mais alto de uma torre de igreja significa poder sobre todas as coisas; há os que, cada um na sua fé, acredita que o ato de se acender uma vela ilumina a alma de um ente querido etc., mas será que se pode conquistar um coração através de esmaltes? Sei não! Isso, apesar de parecer loucura, também faz parte das artes e/ou artimanhas do amor. Hummmm. O amor.

Minha ex-namorada, uma exímia e inigualável Manicure, na tentativa de me conquistar não mediu esforços para que eu ficasse ao lado dela o tempo todo observando o que fazia para transformar dedos/unhas monstruosas em artes da sedução. Não vou dizer que não atendi a seus apelos, claro, de “ôio” não somente no que estava sendo tratado, mas também em quem era proprietária das obras. Por quanto tempo fiz isso? Hummm..., dois anos talvez mais ou menos dias... Sei lá. O fato é que fiquei ao lado de meu amor compartilhando, quando podia, seus esforços sobre-humano no trabalho.

Mas, quem não vigia..., dança. Quem dançou nessa história? Eu! Porque dancei? Ora bolas, o(s) cenário(s) criou(aram) muitos estados de ciúme, não por causa de meus olhares à proprietárias das mãos, mas por causa dos elogios que eu fazia para cada obra criada por minha ex-amada. Estranho isso? Pois é! Muito estranho, mas real. Conseqüência?: fiquei sem minha amada, mas me encantei pelas mãos femininas. Antes eu amava cabelos compridos e pés pequenos, mas hoje também observo a leveza de uma mão bonita, aliás, uma das artes mais lindas disponibilizadas não é mesmo?

E os esmaltes onde entram nessa história? Uai, esmaltes servem para dar cor às unhas que estão anexadas aos dedos que por sua vez, fazem parte das mãos. Esmaltes claros, escuros, coloridos, tridimensionais (até isso eu aprendi e olha que nunca imaginei esse tipo de coisa) etc. podem sim, não somente encantar às mulheres, mas também a nós que ficamos “bobos” pela beleza de nossas deusas, e olha que quando querem sabem como ficar lindas para nós, para “ciumentar” as outras mulheres, e o público em geral, para nosso desespero, quem passa ter medo de perder o grande amor de nossa vida. Há vida boa. Boa até demais “né” moçada?