Minha filha, com dez anos, vive com a família. Seu lazer, como grande parte dos pré-adolescentes, é o computador. É possível para ela brincar. Toda vez que a vejo no computador, fico pensando que ela perde a oportunidade de brincar, como brinquei. Como era bom!

Brincávamos de pique, rouba bandeira, maré, pique de esconde, bambolê, peteca, pião. Andávamos no trilho onde passava o trem. Pulávamos corda. Jogávamos dama, dominó, moinho, bingo, batalha naval. Conversávamos com os amigos até tarde de assombração, etc.

Me questiono: Por que hoje em dia as crianças brincam tão pouco? Por que outras coisas são oferecidas no lugar do brinquedo?

Brincadeira não é coisa ultrapassada.

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Brincar é importante para a criança porque é assim que ela aprende a ser adulta. A criança pelo brinquedo é estruturada emocionalmente.

Pelo brinquedo acontece o aprendizado da autoestima. Interage-se com os sentimentos de frustração e medo que são importantes para o equilíbrio na vida adulta. As regras são aprendidas porque são estabelecidas pelos jogos.

O adulto que sabe lidar com a vida, talvez tenha brincado muito no passado.

Criança que não brinca quando adulto não sabe trabalhar em equipe.

As crianças precisam brincar à vontade. Nossas escolas precisam repensar o espaço físico que elas oferecem para as brincadeiras.

A brincadeira não pára na infância. Ela estende-se até à vida adulta.

Precisamos urgentemente do convívio com os nossos filhos pré-adolescentes. Para isto necessitaremos dos jogos.

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Se o computador oferece jogos, vamos descobrir outros, para podermos estar com nossos filhos.

A nossa preocupação não deve consistir unicamente na vida financeira futura de nossos filhos. Mas acima de tudo no seu equilíbrio como pessoa.