Ainda guardo esta lembrança no meu coração.

Lembro que era Junho de mil novecentos e setenta e cinco, dia um tanto alegre, para mim e meus pais, ainda jovem, a completar quinze anos, os meus sentimentos adquiriam a imensa alegria daquela data especial.

Tinha uma certeza: uma missa festiva estava preparada para a família.

Mas e o bolo, os refrigerantes, os salgadinhos?

Naqueles instantes parecia que a data não seria assim tão especial. Meu pai era autônomo. Éramos cinco filhos.

Mas, sim existe uma solução para todas as coisas.

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Sempre guardo isto no meu coração. E trago como lema de vida para nunca desanimar.

Existe uma frase autêntica: Você é incapaz de entender a sua vida que é um mistério. Prossigo: Você é incapaz de entender a importância da verdadeira amizade. Ela é um tesouro.

As coisas ainda pareciam obscuras. Mas e o bolo, os refrigerantes, os salgadinhos?

Eram dezoito horas. A missa marcada para às dezenove horas. Pessoas como meus pais: boas, íntegras, sempre rodeados de amigos. Minha casa apesar de muito simples, sempre repleta de amigos.

Vesti meu conjunto de calça e blusa (na época chamado de terninho) de lã. Coloquei o lencinho no pescoço (moda hoje). E fui toda feliz à missa com minha família.

Mas e o bolo, os refrigerantes, os salgadinhos?

Terminada a missa - que linda missa - muitos cumprimentos.

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Estávamos para sair da igreja quando alguém anunciou: Por favor, subam até à sala de reuniões.

Não entendíamos porque haveríamos de subir àquela sala, mas fomos.

A sala escura, todos muito silenciosos.

A luz acendeu-se. A sala repleta. Muitos amigos. E sobre a mesa: O bolo, os refrigerantes.

Quem haveria feito tudo aquilo? Os amigos.

Que alegria! Nunca mais me esqueço deste dia.