São João que nada. É bem mais que isso. É praticamente um Reveillón antecipado. Mas também é muito mais: é Copa do Mundo e parece não haver adjetivos em quantidade suficiente para denominar esse momento no país.

É uma mistura de várias línguas e também de muitos ambulantes. É momento de estreitar os laços globais em amizades que durarão pelo menos 1 mês ou algumas semanas. É um turismo oportuno, é Copa com paisagens brasileiras. É uma economia apropriada, muitos turistas e trocados em uma época do ano que os bolsos não esperavam. Pelo menos para alguns.

Para outros, a alegria do cartão do crédito fala mais alto, ou aquela poupança que estava lá esperando quietinha.

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Que tilintem os copos de cerveja e também de outros drinks. E haja dicionários e tradutores. Nunca se viu tanto dialeto diferente. Talvez do portunhol, surja o portinglês, o portiliano, e assim por diante.

Mas é uma mistura a que o país de muitas raças e muitos jeitos está meio que acostumado. Então, o acalorado jeito brasileiro se emaranha nessa festividade futebolística meio que sem perceber. O povo não mede esforços quando se fala em folia. É só ter um pontapé inicial, que o restante deixa que acontece naturalmente.

E nesse ritmo o que importa é o balançar da rede e claro com os gritos de gol. E se no fim não houver grito de gol, seja para qual país for, talvez isso também não importe depois. No país do futebol, se falta bola para rolar, depois...ah depois rola uma conversa fiada, uma amizade trocada e claro, um samba numa roda animada.