Elas chegaram de mansinho nos últimos anos, marcando território e neste verão, já incomodam a concorrência. As cervejas importadas ocupam espaço nas prateleiras dos supermercados e no paladar dos consumidores da bebida, com a característica diferenciada da cerveja nacional, que tem como marca registrada ser bebida no calor. A qualidade impõe respeito, que impõe igualdade nos preços. Em média, nas principais redes de supermercado e bares da noite, tanto a nacional quanto a importada são vendidas com preços equivalentes.

De acordo com a Ambev, maior empresa de bebidas da América Latina, desde 2009, as cervejas estrangeiras e especiais se consolidaram no gosto do brasileiro, com crescimento de 115% nas vendas em comparação com as marcas nacionais.

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Dados recentes da empresa mostram que no primeiro trimestre deste ano, o lucro com a venda de cervejas nacionais e importadas, impulsionadas pelo efeito Copa do Mundo, foi de R$2,89 bilhões.

Desde o início dos anos 2000, a Ambev diz que o mercado brasileiro está "aberto para a presença de cervejas de países da Europa e de outras partes do mundo". Para especialistas, não é um fenômeno inédito, mas suficiente para ampliar as opções de venda ao consumidor, não o deixando restrito apenas ao monopólio de marcas brasileiras.

Isso fez com que, para consumidores mais exigentes, a tradicional 'gelada' do bar da esquina subisse de degrau adquirindo status de bebida premium com ar gourmet - quase comparada ao vinho e às suas regras para ser degustado. Diferentemente do primo rico e nobre, o vinho, os boêmios dizem que, por enquanto, para se tomar cerveja só é preciso que a bebida, ainda na garrafa, esteja bem gelada em um copo também refrigerado, de preferência.

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Noite - Pela rota da boemia na Vila, em Ilhabela, litoral norte paulista, onde se concentra o burburinho noturno no arquipélago, é fácil achar quem esteja tomando cerveja. Apesar de uma aparente divisão entre os que preferem a cerveja brasileira e as importadas, no geral prevalece a preferência de cada um. "Sem dúvida, a cerveja brasileira é bem melhor; nossos irmãos estrangeiros que nos desculpem, mas é a verdade", sentencia Paulo Destácio, turista de Fernandópolis, cidade do interior paulista, que adora Ilhabela.

As cervejas importadas estão incorporadas ao cardápio de praticamente todos os bares do circuito boêmio da Vila. Entre as mais consumidas na noite estão a belga Stella Atrois e a irlandesa Guiness. Além delas, os bares também registram aumento nas vendas de cervejas fabricadas na Alemanha e nos Estados Unidos. "A maior parte das cervejas estrangeiras é mais forte e amarga do que as brasileiras", disse o farmacêutico David Destácio, filho de Paulo, que já visitou cervejarias e se considera experiente sobre o assunto.

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Para ele, a principal diferença mesmo entre as cervejas europeias e brasileiras é o sabor. "Vou ficar em cima do muro", disse ele, ao ser questionado sobre a sua cerveja preferida. "A Bélgica fabrica algumas das melhores cervejas do planeta".

Em média, a garrafa long neck de cerveja importada custa R$ 10 e a nacional, R$ 6. Independentemente do sabor, da textura e da preferência de cada um, a cerveja é a bebida mais consumida durante o verão no litoral. #Entretenimento #Negócios #Turismo