Para o turista que não se contenta apenas em passar o dia na praia, curtindo o sol, mar, sombra e água fresca, Ilhabela também oferece opções de passeios mais radicais, como a escalada ao Pico do Baepi. É considerado o segundo mais alto da ilha e tradicionalmente é desbravado pelos aventureiros durante o ano, mas durante o verão é procura é maior.

A subida desafia os limites do corpo humano, são cerca de 1.050 até chegar ao cume da montanha. “É um presente para a alma lá em cima. Até lá o corpo sente a dificuldade importa pela #Natureza, essa trilha exige preparo. Quem frequenta um dia tem que subir”, diz o guia de #Turismo, Fabrício de Oliveira, que acompanhou nossa escalada. De acordo com as operadoras de turismo, a trilha do Baepi pode ser concluída em até três horas e é classificada como nível difícil. “Pode ser concluída em cerca de 4 horas de caminhada, em mata fechada, com terreno acidentado”, explica a agência, antes de autorizar o passeio.

O desafio começa saindo do bairro Itaquanduba, na região central do arquipélago, próximo do atracadouro das balsas, rumo a ladeira que leva ao Morro da Cruz. É a única parte do trajeto que pode ser feita de carro, depois somente a pé. Aos admiradores da natureza, já nos primeiros 40 minutos de caminhada, antes de entrar na mata densa, a primeira parada no Mirante da Cruz antecipa a “visão do paraíso”, olhando parte do arquipélago de cima, mas o melhor está reservado para o fim da aventura: conquistar o Pico do Baepi está entre os melhores passeios da região. “A trilha do Baepi é 100% íngreme, exige subida o tempo todo, força”, explica o guia.

O corpo sente a dificuldade imposta pela natureza. Aos ‘pés’ da montanha, as arvores já encobrem a luz do sol. A temperatura cai para média de 14 graus. Por isso a orientação é fazer o passeio em um dia que não esteja com sol forte “mas de boa visibilidade”, diz o guia.

Conforme a subida avança, os desafios aumentam. É contar com técnica e vontade para passar por árvores, pedras, cipós e imensas formações rochosas. Durante a trilha, além do cansaço, somos acompanhados pelo acordes do vento nas folhas, pássaros, cobras, lagartos, sapos, entre outros animais endêmicos – espécies que só vivem naquele local.

Durante a trilha, sem a energia dos raios solares, a sensação de cansaço é inevitável em todo corpo. Com o nível do aumento da altitude, percebe-se também a sensação de lacrimejar dos olhos, suor excessivo e sensação de surdez são inevitáveis. O suor também é gerado em excesso. Mas o montanhista também recebe recompensas: ao ultrapassar os 800 metros de altitude a sensação é de poder ‘atravessar’ as nuvens ao sermos cercados por uma espécie de neblina, que segundo o guia são gotículas de água. O frio e a nebulosidade aumentam, as nuvens anunciam que o cume da montanha está próximo. O ritmo da caminhada é forte.

A chegada é comemorada com palmas, assovios e muitas fotos. “Foi um desafio, pois em determinado momento achei que não fosse conseguir chegar. Já tinha feito algumas outras trilhas e caminhadas longas na mata, mas essa é diferente. As subidas são puxadas. É um misto de superação e surpresa”, disse a advogada Milena Moraes, que fez a trilha na companhia do namorado.

Escalada pede roupas leves e tênis confortável

Para chegar ao alto do Pico do Baepi e ter uma visão privilegiada, em 360 graus de Ilhabela, São Sebastião e a serra entre Caraguatatuba e Ubatuba, o aventureiro além de estar preparado fisicamente deve optar por usar roupas leves e tênis com solado antiderrapante. Não esqueça também de levar água para hidratação e alimentos fontes de carboidratos, que são energéticos. Os nutricionistas aconselham intercalar o consumo de alimentos salgados e doces “para que o corpo tenha energia para concluir o percurso”. Os preços variam conforme o serviço contratado.