A Vila Madalena, bairro popular da Zona Oeste de São Paulo, teve o #Carnaval marcado por notícias pesadas e que vão manchar a reputação do local. Na madrugada desta terça-feira, dia 17, após a 1 h, a Polícia Militar teve que intervir na folia por descumprimento de uma determinação da Prefeitura de São Paulo, de desocupação das ruas entre 0h e 1h.

Um grupo de foliões que ocupava a esquina das ruas Aspicuelta e Fidalga foi abordado pela polícia após se recusar a desocupar a área. De acordo com a PM, ninguém foi detido e um policial foi ferido com uma garrafa. O uso de bombas e gás de efeito moral foram necessários, mesmo com um efetivo de 218 agentes nas ruas tentando manter a ordem e dispersar o público resistente.

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A Vila Madalena já é bastante conhecida pela vida noturna e boêmia. Neste Carnaval, apenas no final de semana, estima-se que um público de cerca de 40 mil pessoas tomou as ruas do bairro, mesmo sem a apresentação de blocos de Carnaval nesses dias. Os moradores reclamam por causa das ruas lotadas, da quantidade absurda de lixo que é jogado no chão e das pessoas que urinam pelas vias, mesmo a Prefeitura tendo instalado 900 banheiros químicos na região.

Nas mídias sociais, os internautas estão se referindo ao fato como "Carnaval de horror". "Era aquela galera gigantesca na rua. Não tinha nada a ver com Carnaval, uma algazarra infernal", disse Pedro Ferreira Santos, de 22 anos.

Acidentes com trios elétricos causam morte de jovens

No Pará, o cantor Luciano Sousa dos Santos, da banda Tribo do Axé, foi eletrocutado em cima do trio elétrico no qual se apresentava após receber uma descarga elétrica.

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O fato aconteceu no domingo, dia 15, em meio às comemorações de Carnaval.

Segunda a Polícia Civil que apurou o fato, o cantor reclamou que estava recebendo choques do microfone e o trio elétrico não tinha licença do Corpo de Bombeiros para realizar o serviço na festividade.

No Rio Grande do Sul, uma jovem de 16 anos também foi vítima fatal. Giendri Silva Cuenca, escorregou e foi atingida na cabeça pelas rodas do trio elétrico. De acordo com a família e as pessoas que estavam no local, o acidente poderia ter sido evitado se houvesse mais segurança no evento.

Estradas também causam tristeza no Carnaval brasileiro

Bebida em excesso, pressa para chegar ao local, fortes chuvas que dificultam a visibilidade e imprudência de motoristas são os principais fatores que causam os acidentes nas estradas brasileiras neste período de Carnaval.

Apenas para se ter uma ideia, nas estradas federais e estaduais de Santa Catarina, de sexta-feira, dia 13, até domingo, dia 15, já foram contabilizados mais de 250 acidentes.

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Destes, sete vítimas foram fatais.

Na BR-262, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, um condutor perdeu o controle do veículo e caiu numa ribanceira. O motorista faleceu no acidente. Na MG-615, em Patrocínio de Muriaé, um veículo atropelou cinco pessoas que caminhavam à margem da rodovia e fugiu em alta velocidade após o acidente. Um bebê de um ano e uma mulher de 41 anos não resistiram aos ferimentos e vieram à óbito.

Órgãos de segurança dos municípios, Estados e da União afirmam que estão com ações estratégicas para diminuir os índices de acidentes nas estradas e nos locais de grande concentração de público para as festividades do Carnaval.