Para quem deseja fugir do som dos tamborins e das marchinhas de Carnaval, ir de barco ou escuna até a Ilha Anchieta, em Ubatuba, no litoral norte paulista, pode ser a oportunidade para relaxar, fazer um passeio divertido e obter conhecimento histórico. Até o fim desse mês, incluindo os dias do feriado de Carnaval, prevê-se que aproximadamente 20 mil turistas desembarquem no píer principal do arquipélago para conhecer a região, que é praticamente desabitada e cercada por praias belíssimas.

Parte da história do país está escondida nesse pedaço do litoral e, conhecê-la, enriquece culturalmente os adeptos do #Turismo de aventura.

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Apesar de muito conhecido, para quem chega pela primeira vez à Ilha Anchieta, o roteiro reserva surpresas: como o visual das praias Saco da Ribeira e Enseada, logo na chegada.

Entre celas e pavilhões, o visitante caminha pelas ruínas do antigo presídio - desativado em 1955, três anos depois de uma rebelião, mas que ainda guarda detalhes que o tempo não foi capaz de apagar. Cercada pelo verde da mata atlântica, as ruínas da antiga colônia penal parecem continuar intactas. Elas estão protegidas desde que o Parque Estadual da Ilha Anchieta (PEIA) foi criado em 29 de março de 1997, passando a ser responsável pela preservação deste patrimônio natural. O parque ocupa uma área estimada em 828 hectares.

De acordo com a direção do parque, os grupos de turistas permanecem por duas horas na ilha, conhecendo o lugar e percorrendo as trilhas que dão acesso às três praias principais que circundam a ilha.

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"#Natureza, praia, história e cultura no mesmo local. Não esqueça a máquina fotográfica", diz o turista José Alteburg, que vai indicar o passeio para os amigos. Além da câmera, outros itens indispensáveis para evitar pequenos contratempos desagradáveis: o visitante deve levar repelente, protetor solar e um calçado extra com solado resistente - percorrer as trilhas com chinelo de dedo não é o mais indicado, dizem os guias de turismo.

Diversas operadoras da região fazem o roteiro até o arquipélago durante a temporada de verão. O trajeto até o arquipélago, em boas condições de navegação com mar calmo, dura em média 35 minutos, dependendo do ponto de saída. Os preços variam conforme a prestação de serviço, mas em média os pacotes são acessíveis variando entre R$50 e R$ 100. Para entrar no parque é preciso pagar uma taxa de visitação de R$ 12 por pessoa. Crianças, adolescentes até 12 anos e idosos com mais de 60 não pagam. "Meus filhos (um casal de crianças com 11 anos), ficaram curiosos em saber como eram os presos da época. Achamos legal incentivar essa busca por conhecimento desde pequenos", diz a paulistana Irani Rish.

Para o turista que passar o Carnaval em Ubatuba também há a opção de locar barcos com tripulantes capacitados para contar as lendas e histórias do local.