Steven Spielberg não assina a direção de "Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros", mas os fãs podem ficar tranquilos porque suas mãos estão em praticamente tudo no filme, que acaba de estrear nos cinemas brasileiros. O lançamento segue a mesma receita da trilogia "Jurassic Park", com muitos sustos e a temática do homem que quer brincar de Deus, mas o que chama atenção é a superexposição do 'merchandising' - se no primeiro filme da franquia, o Classe M fez e aconteceu, agora são nada menos que quatro modelos da Mercedes-Benz, apenas para citar uma das marcas que mais aparecem na telona. Todos sabem que o #Cinema é uma arte referencial e o diretor Colin Trevorrow não decepcionou os executivos do estúdio Universal, dando a eles uma produção que diverte todo tipo de público.

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"É uma aventura de tirar o fôlego, que segue a trilha do filme original com um enredo bem diferente das suas duas sequências", conta Spielberg, produtor-executivo do lançamento. "Conversamos sobre os elementos que capturaram as pessoas nos últimos 22 anos e recuperamos isso para uma nova geração", diz Trevorrow.

"Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros" custou US$ 150 milhões (o equivalente a R$ 470 milhões) e usa, além da tecnologia digital, dois formatos de película - isso mesmo! - com 35 mm e 65 mm. Seu enredo conta a história de um novo parque, reconstruído na ilha onde o ecoturismo inclui atrações "pra lá de especiais". Enquanto no filme original os protagonistas eram cientistas, neste lançamento o herói, Owen, é um especialista em animais, uma espécie de versão veterinário de Indiana Jones, e a mocinha, Claire, uma executiva de saltos altíssimos.

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Chris Pratt (de "O Homem Que Mudou o Jogo") e Bryce Dallas Howard (de "Além da Vida" e "A Saga Crepúsculo") vivem a dupla que vai salvar os visitantes quando as coisas dão errado.

O nível intelectual de "Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros" é dos mais baixos que o público já viu. Imagine um filme com todos os clichês do cinema e o leitor chegará bem próximo do roteiro de Ricky Jaffa e Amanda Silver, dupla de "Planeta dos Macacos: A Origem" e "O Confronto". São duas horas em que o romance engraçadinho, a ação e o politicamente correto à moda do Tio Sam são tratados de forma novelesca, como pano de fundo para um desfile de marcas que inclui até mesmo a rede de restaurantes Jimmy Buffett's Margaritaville - bom, pelo menos não é o McDonald's.

Desde a imagem do primeiro dinossauro até os créditos finais, o que salva "Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros" é a expertise de Spielberg na produção de filmes, principalmente nos títulos à moda antiga. Muito diferente das produções mais recentes, ele apresenta uma estética fossilizada, mas que ainda é extremamente eficiente para um público que, com o advento do 3D, está mais preocupado com a diversão do que com qualquer mensagem contida neste ou naquele título.

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É uma viagem pela fantasia, com direito a toda interação que a tecnologia permite. Nada mais do que isso. #Entretenimento #Opinião