O #Corinthians estreou no Campeonato Brasileiro com empate sem gols contra o Grêmio, na Arena Corinthians, com mais de 30 mil torcedores. O atual campeão brasileiro tem uma tarefa ingrata no Brasileirão: Buscar o bicampeonato 2015-16 com um time completamente remodelado. Dos titulares do ano passado sobraram apenas o goleiro Cássio, os laterais Fágner e Uendel, o zagueiro Felipe e o meia Elias. Será que a Fiel Torcida pode sonhar com outra conquista neste ano? O retrospecto do ano passado foi semelhante no primeiro semestre. Eliminado no paulistão e na Libertadores, o Corinthians viveu um segundo turno magistral. O time deu liga, passou a encher os olhos, jogar bonito e conquistou a campanha recorde em aproveitamento desde 2003: 71,1%.

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Quais são os principais desafios do Corinthians no #Campeonato Brasileiro deste ano?

A saída da maioria dos titulares fez com que Tite tivesse que remodelar o time titular. Manteve-se o esquema 4-1-4-1 com variações de movimentação. Mas o que já estava decorado pelos antigos jogadores ainda parece longe do ideal com os atuais. Há uma carência de criatividade no meio de campo. E o time continua sem goleadores, dividindo os gols entre vários jogadores. As campanhas do 'Timão' no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores mostraram mais razões para preocupações que confiança. E as dúvidas da torcida são grandes: Bruno Henrique, Maycon ou Williams? Guilherme ou Rodriguinho? Romero ou Giovani Augusto? André ou Luciano?

Uma coisa é certa: alguns jogadores fazem muita falta e isso pode piorar.

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A saída de Jadson retirou do Corinthians a precisão nos lances de bola parada, o que é um grande prejuízo. Ainda que tenha bons batedores de escanteios e faltas, o 'Timão' perdeu um especialista nesta função. Outro que faz muita falta é Gil. Zagueiro de Seleção Brasileira que formou uma dupla fortíssima com Felipe no ano passado. Por falar em Felipe, ele é o principal jogador cobiçado por clubes estrangeiros. Alguns dizem que ele pode ir para o Porto. Caso seja transferido, a zaga do Corinthians tomará outro duro golpe e será completamente renovada. No ataque, apesar do bom papel de Vágner Love no ano passado, o torcedor corintiano ainda não esqueceu de Paolo Guerrero, e André não parece o nome ideal para vestir a camisa 9.

A saída de Ralf mexeu muito com a estrutura tática do time. O velho camisa cinco era o jogador mais antigo no clube, perfeitamente encaixado na filosofia de Tite. E pior, não há outro com as mesmas características de Ralf. Bruno Henrique tem tido a preferência de Tite, mas Williams, o jovem Maycon e até o veterano Cristian, podem aparecer durante o campeonato.

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A primeira volância parece ser o ponto mais crítico do time. As contratações não foram ruins, há bons jogadores no elenco e outros jovens que podem crescer. Balbuena, Marlone, a cria da base Maycon, Giovani Augusto e Guilherme são alguns exemplos de atletas com potencial para crescer durante o Brasileirão. Só que o Campeonato Brasileiro é implacável, não há espaço para falhas e todos os adversários são perigosos. Quem demora a se acertar pode não conseguir chegar com força nas rodadas finais.

A Arena Corinthians foi um fator fundamental no ano passado, foram 16 vitórias em casa. A torcida certamente fará a parte dela acompanhando o time. Mas como Corinthians é Corinthians, se o time não engrenar, cobranças não vão faltar. O Corinthians trocou um time campeão por um time que consegue pagar. Não chega a ser política do "bom e barato", mas é arriscado. Fora do campo, as coisas não andam muito bem, é preciso diminuir prejuízos e aumentar ganhos. Está difícil pagar o estádio e o Naming Rights é uma promessa que nunca se concretiza. Mas o torcedor não quer saber disso, terminar o ano sem ganhar nada será uma decepção para a Fiel Torcida. #PaixãoPorFutebol