Os fãs de Carlinhos Brown já sabem: o cantor não foge de polêmicas. E neste sábado (14) não foi diferente. Durante show em Salvador para cerca de cinco mil pessoas, Brown criticou a extinção do Ministério da Cultura, realizada pelo presidente em exercício #Michel Temer. "“Eu sou semianalfabeto.  Se não fosse a cultura, eu continuaria a ser. Seu Michel, quem não deve, não 'tema'. Devolva o Ministério da Cultura”, gritou Brown. A multidão começou então a gritar, em coro, "fora Temer, fora Temer". Neste momento o cantor levou as mãos aos ouvidos, em um sinal para que o coro aumentasse, incentivando o grito de guerra. "Tá ouvindo seu Michel? Estão mandando um recado pro senhor", disparou.

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Confira, abaixo,  o vídeo do momento da manifestação. 

Quem também se apresentou no mesmo palco do criador da Timbalada foi a banda Baiana System, que possui alta popularidade no estado. O vocalista do grupo, Russo Passapusso, gritou "devolva a minha cultura", também em referência ao fim do Ministério da Cultura, recebendo muitos aplausos. A noite contou ainda com apresentações de Ney Matogrosso e Lazzo.

Fim do ministério provoca críticas

Desde que anunciou o fim do Ministério da Cultura, Michel Temer vem enfrentando protestos de artistas, intelectuais, estudantes e associações de classe. O escritor Eric Nepomuceno chegou a dizer que a extinção da pasta era uma retaliação de Temer à postura da classe artística contra o #Impeachment. "Fechar o Ministério da Cultura é parte do plano demolidor de Michel Temer.

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É a vingança pela rejeição imensamente majoritária do mundo das artes e da cultura ao golpe consumado. É o desprezo pelo País, claramente demonstrado por quem se apossa do poder através de uma farsa, de um golpe abjeto", disse Nepomuceno em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. 

Outra crítica veio do ator Wagner Moura. "Tem havido um movimento desonesto de convencimento da desimportância da cultura e da criminalização dos artistas que fazem uso da Lei Rounet. A ideia de que o MinC e as leis de incentivo à Cultura não passam de uma maneira do governo sustentar artista vagabundo e comprar seu apoio político ganhou extraordinária e surpreendente aceitação popular", afirmou ao Jornal O Globo.  #Protestos no Brasil