Jogar videogame, para muita gente, seria coisa de homem. No entanto, hoje já se sabe que a metade das pessoas que jogam o jogo virtual são mulheres. Porém quando o jogo acontece online, muitas mulheres contam que têm passado por diversos tipos de desrespeitos e discriminação, somente pelo fato de serem mulheres e estarem jogando videogame. Um estudo, feito em 2015 e publicado pelo Pew Research Center, nos Estados Unidos, confirmou que a metade das pessoas que estão jogando jogos online são do público feminino e, inclusive, a pesquisa também mostrou que para 60% das pessoas entrevistadas jogar videogame é coisa para os homens.

No entanto, o portal CatracaLivre foi em busca de algumas jogadoras de jogos online, como o Counter-Strike, e perguntou para elas sobre as experiências delas com relação a jogar vídeogame e como elas são tratadas pelos homens nesse tipo de jogo.

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“Se um homem não joga bem, tudo bem, ele teve um dia ruim. Se uma mulher não joga bem: ‘VAI LAVAR LOUÇA’. É assim que a maioria dos jogadores nos vê,”, conta a jogadora Claudia “Sntinhinha” Santini. Ela é profissional de Counter-Striker: Global Offensive. Ela afirma que é comum ver jogadores homens detonando as jogadoras mulheres só pelo fato de elas serem mulheres.

Muitos, de acordo com a gamer, até partem para o lado do abuso sexual e xingam as mulheres de put**, dentre outros palavrões. Além disso, segundo Cláudia, as mulheres também são muito assediadas por muitos homens. De acordo com a jogadora, muitos deles vão muito ao chat particular das mulheres que jogam o jogo online para dar cantadas e, também, para usar de palavras de baixo calão sexual.

 “Sem contar os mal-intencionados que foram criados em uma sociedade machista, pensam em pornografia o dia inteiro e ofendem ou assediam as meninas.”, explicou a jogadora.

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Ela, inclusive, afirmou que esse tipo acontece corriqueiramente com as mulheres que jogam o videogame online e, até, muitas delas já consideram esse tipo de situação como algo “normal”. De acordo com uma outra entrevistada, Giulia Henne DJ, o assédio que acontece com as mulheres nos jogos online são só um reflexo do que acontece com relação à vida real.

Já outra jogadora, Jessica Lopes Schmidt, afirmou que apenas pelo fato de ser mulher, muitos homens já afirmam que ela não sabe jogar muito bem. A gamer até citou uma situação onde um jogador mandou ela ir brincar de Barbie ao invés de jogar videogame. #Curiosidades